
Suspeito de liderar a Crew 38 é detido em Pavia, Itália (Foto: Instagram)
João Guilherme Corrêa, apontado pela Polícia Federal como líder da Crew 38 e membro da rede neonazista Hammerskin Nation, foi detido na cidade de Pavia, no norte da Itália, após inclusão na Difusão Vermelha da Interpol. Ele é acusado de discriminação racial, associação criminosa e deve responder ao processo no Brasil após extradição.
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A prisão ocorreu no sábado (27) em uma operação conjunta entre autoridades italianas e a Polícia Federal, que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido em 2022 pela 7ª Vara Federal de Florianópolis (SC).
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Conforme apurado, Corrêa liderava o grupo neonazista nacional Crew 38 e era um dos principais representantes brasileiros da Hammerskin Nation, organização supremacista branca criada nos Estados Unidos com ramificações em diversos países, incluindo a Itália.
Ele é investigado por crime de discriminação racial, previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, além de integrar, promover, financiar e constituir organização criminosa, tipificado no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013.
Em seu histórico, Corrêa já foi preso em 2022 durante ação que desarticulou uma célula neonazista interestadual em Santa Catarina e, em 2009, chegou a ser acusado de duplo homicídio que vitimou um casal na região metropolitana de Curitiba.
As investigações apontam que a Crew 38 promovia encontros presenciais para difundir a ideologia neonazista e recrutar novos membros, como o realizado em 14 de novembro de 2022 em uma propriedade rural de São Pedro de Alcântara (SC), onde nove participantes se reuniram e mantinham um canal no Telegram para compartilhar mensagens racistas contra negros e judeus.
Durante as buscas, foram apreendidos celulares e computadores com imagens de Adolf Hitler, fotografias de bandeiras com suásticas, conversas de ódio, o livro The Turner Diaries — obra que inspirou movimentos extremistas — e tatuagens com símbolos nazistas; arquivos de abuso sexual infantojuvenil também surgiram em dispositivos de alguns integrantes.
A operação contou com o apoio da Adidância da Polícia Federal em Roma e de autoridades de cooperação internacional, que já iniciaram os procedimentos para a extradição de Corrêa ao Brasil, onde ele responderá pelos crimes apontados.
