
Professor de surfe José Ricardo “Bocão” Ramos, fundador da Rocinha Surfe Escola, está desaparecido desde 24 de junho após entrar no mar de São Conrado. (Foto: Instagram)
O professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, está desaparecido desde a madrugada de quarta-feira, 24 de junho de 2026, após entrar no mar de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Como fundador da Rocinha Surfe Escola, onde ministrava aulas regulares a moradores da comunidade, ele nunca havia sumido em nenhuma saída ao mar. O Corpo de Bombeiros mantém uma operação com drones, mergulhadores, motos aquáticas e guarda-vidas para localizá-lo.
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As buscas prosseguiram na manhã de sábado (27), quando equipes do 3º Grupamento Marítimo (Gmar/Copacabana) intensificaram os trabalhos. Drones sobrevoaram a orla, motos aquáticas e botes vasculharam as águas, enquanto mergulhadores percorriam o fundo do mar. Guardas-vidas permaneceram em pontos estratégicos e viaturas de apoio terrestre auxiliaram na logística dos resgates. Durante a madrugada, devido à baixa visibilidade, a estratégia foi ajustada, concentrando os esforços ao longo da faixa de areia.
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O desaparecimento de Bocão foi oficialmente comunicado ao Corpo de Bombeiros às 9h45 de quarta-feira. A ocorrência foi registrada nas proximidades do Hotel Nacional, na altura do Posto 13 em São Conrado. Um vídeo compartilhado pelo filho do professor mostra o momento em que ele adentra o mar sem prancha de surfe, levantando ainda mais a apreensão entre alunos e frequentadores da praia.
Nas redes sociais, amigos, alunos e moradores da Rocinha mobilizaram-se em prol de informações sobre o paradeiro de José Ricardo Ramos. Entre os que fizeram apelos está Marcello de Farias, diretor da Associação de Surfe de São Conrado. Em uma publicação, ele relata a angústia de toda a comunidade e pede que qualquer pessoa com notícias sobre Bocão entre em contato com as autoridades.
“Estou desde cedo procurando nosso amigo Ricardo Ramos, o Bocão, professor da escola de surfe da Rocinha. Ele disse que ia remar até as Ilhas Tijucas, mas até agora não retornou. Deixou as coisas no quiosque e não foi visto, nem em São Conrado nem na Rocinha”, afirma Marcello de Farias em vídeo de apelo que circula nas redes.
As equipes de resgate seguem monitorando a área marítima e a orla em busca de qualquer sinal do professor. O Corpo de Bombeiros e as demais forças de segurança pedem que quem tiver informações relevantes entre em contato imediatamente pelos canais oficiais ou acione o quartel do 3º Grupamento Marítimo. A colaboração de moradores e visitantes pode ser decisiva para encontrar José Ricardo Ramos são e salvo.
