
1º Tenente Ronickson Pimentel, da Rota, em foto antes do atentado (Foto: Instagram)
O 1º tenente Ronickson Pimentel dos Santos, integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e irmão de Eloá, permanece internado em estado gravíssimo após ser baleado na cabeça na manhã de sábado (27), em São Caetano do Sul. Segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, sob monitoramento neurológico contínuo e amparado por uma equipe multidisciplinar.
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Em boletim divulgado neste domingo (28), a PMESP informou que o quadro de saúde do oficial segue estável dentro da gravidade. “Até o momento, o quadro de saúde do oficial permanece inalterado. Ele segue em estado gravíssimo, mas estável, lutando por sua vida”, afirmou a nota oficial. A corporação também manifestou solidariedade à família de Pimentel e aos seus colegas, garantindo que acompanhará de perto todos os desdobramentos de sua recuperação.
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O atentado ocorreu por volta das 7h na Avenida Goiás, quando o tenente realizava um treino de crossfit ao ar livre. De acordo com testemunhas, dois homens em uma motocicleta teriam se aproximado e disparado diversas vezes contra o agente, fugindo logo em seguida. O oficial acabou sendo atingido na cabeça e perdeu parte do conhecimento no local do crime.
Equipes de resgate prestaram os primeiros socorros no local e acionaram o helicóptero Águia da PM, que transportou Pimentel para um hospital da capital paulista. Lá, ele passou por uma cirurgia de emergência para conter hemorragias e estabilizar seu estado neurológico. Desde então, permanece em observação rigorosa na UTI, onde recebe cuidados de especialistas em neurocirurgia e terapia intensiva.
Na manhã de domingo (28), três suspeitos de envolvimento no ataque foram presos. Eles têm 24, 40 e 52 anos. Segundo a PMESP, um dos detidos confessou ter prestado apoio logístico aos executores do crime, enquanto outro está sob investigação pelo mesmo delito. O terceiro homem, embora não acusado de participação direta nos disparos, teria sido fundamental para a identificação dos demais envolvidos e facilitar a atuação das autoridades nas diligências.
Pimentel é oficial do 1º Batalhão de Polícia de Choque e faz parte da Rota desde 2019, sendo reconhecido por sua atuação no patrulhamento de alto risco. Antes de ingressar na tropa de elite, serviu na Força Tática da Polícia Militar e construiu uma trajetória de destaque na segurança pública.
Antes de entrar na corporação paulista, Ronickson foi fuzileiro naval na Marinha do Brasil entre 2006 e 2009 e formou-se oficial pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. A PMESP já anunciou a previsão de uma entrevista coletiva com representantes da instituição para apresentar detalhes sobre as investigações, as prisões efetuadas e os próximos passos da apuração do atentado contra o tenente Pimentel.
