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Quem é Ronickson Pimentel, irmão de Eloá e tenente da Rota atingido a tiros


1º tenente Ronickson Pimentel, da Rota, e sua irmã Eloá Cristina Pimentel (Foto: Instagram)

O 1º tenente da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Ronickson Pimentel dos Santos, foi alvo de um ataque a tiros na manhã de 27 de junho de 2026 em São Caetano do Sul. Ele foi atingido na cabeça durante um treino de crossfit e conduzido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao hospital, onde passou por cirurgia em estado gravíssimo. Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel, morta em 2008, e ganhou notoriedade ao relatar o drama de sua família no documentário sobre o Caso Eloá na Netflix.
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Antes de integrar a tropa de elite em 2019, o oficial passou por diversas fases na segurança pública. Ele serviu como fuzileiro naval da Marinha do Brasil entre 2006 e 2009 e, em seguida, ingressou na Polícia Militar de São Paulo. Formado na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Ronickson construiu uma carreira marcada por atuações na Força Tática e, posteriormente, no 1º Batalhão de Polícia de Choque.
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Em novembro de 2025, o tenente participou do documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, da Netflix. Na produção, ele resgatou lembranças do sequestro que resultou na morte de sua irmã, Eloá Cristina Pimentel, aos 15 anos, em outubro de 2008. Ronickson comentou a pressão de expor o drama familiar em rede nacional e a repercussão do episódio em todo o país.

O oficial criticou a cobertura ao vivo que transformou o sequestrador Lindemberg Alves em “estrela” do caso. “Ele virou a estrela de tudo aquilo. E aí põem o cara ao vivo para falar o que quiser?”, questionou em entrevista, ressaltando a frustração de acompanhar negociações do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) sem poder intervir diretamente.

De acordo com a Polícia Militar, o ataque ocorreu na Avenida Goiás, quando Ronickson treinava ao ar livre. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam várias vezes antes de fugir. Equipes de resgate da PM prestaram socorro imediato e o levaram ao hospital, onde permanece em observação. A corporação realiza diligências para identificar e prender os responsáveis.

O sequestro de Eloá Cristina Pimentel, ocorrido em 13 de outubro de 2008 em Santo André, durou cerca de 100 horas e envolveu outros três adolescentes feitos reféns. Lindemberg Alves atirou contra as vítimas ao reagir à invasão policial, matando Eloá e ferindo Nayara Rodrigues, que sobreviveu. Em fevereiro de 2012, o sequestrador foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e cárcere privado.

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