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Câmeras registram suspeitos antes do ataque ao irmão de Eloá e reforçam tese de emboscada


Tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da ROTA, em foto oficial antes de atentado no ABC Paulista. (Foto: Instagram)

Imagens captadas por câmeras de segurança em São Caetano do Sul reforçam a suspeita da Polícia Civil de que o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos e irmão de Eloá Cristina Pimentel, vinha sendo monitorado antes de sofrer um atentado na região do ABC Paulista. As gravações apontam para a organização prévia da ação e sustentam a hipótese de emboscada por parte dos criminosos.
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Segundo a polícia, os registros mostram a movimentação de dois homens cerca de 20 minutos antes dos disparos, nas imediações da academia frequentada pelo oficial. A proximidade entre o local de treino e o ponto em que ocorreu o ataque indica que os suspeitos conheciam a rotina do tenente, o que reforça a suspeita de planejamento antecipado do crime.
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De acordo com as autoridades, um dos suspeitos chegou por volta das 11h18 pilotando uma motocicleta vermelha e aguardou a aproximação de um carro branco antes de entrar no veículo. Pouco depois, ele deixou o automóvel, vestiu um capacete fornecido pelo motorista e partiu na garupa da motocicleta em direção à Avenida Goiás, onde o tenente seria baleado minutos mais tarde.

O atentado ocorreu quando Ronickson Pimentel chegava a um estabelecimento comercial naquela mesma avenida. Ele foi surpreendido pelos criminosos e atingido por um disparo na cabeça. Apesar da gravidade do ferimento, o oficial recebeu atendimento de equipes de resgate e foi levado imediatamente a um hospital da região, onde permanece internado.

A Polícia Civil classifica o caso como tentativa de homicídio e segue analisando imagens adicionais para identificar todos os envolvidos, traçar a rota de fuga e apurar se mais pessoas participaram da ação. Até o momento, nenhum suspeito foi detido, mas a principal linha de investigação é a de que o ataque foi arquitetado com antecedência, a partir do monitoramento dos passos da vítima.

A irmã de Ronickson, Eloá, ganhou repercussão nacional em 2008, quando, aos 15 anos, foi mantida em cárcere privado durante mais de 100 horas até ser assassinada pelo ex-namorado em Santo André. Em nota conjunta, a Polícia Militar do Estado e o 1º Batalhão de Polícia de Choque – ROTA informaram que o tenente segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, sob monitoramento neurológico contínuo. Seu estado de saúde continua grave, porém estável, segundo as corporações.

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