
Thamella Jady Barbosa de Araújo Teixeira, 24 anos, foi presa suspeita de homicídio em Ceilândia (Foto: Instagram)
Um casal de 24 anos foi detido nesta sexta-feira (26) no Distrito Federal, suspeito de espancar até a morte uma mulher de 35 anos em Ceilândia. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu em maio, nas proximidades da Feira Central, após uma discussão relacionada à venda de um telefone celular. A vítima, identificada como Gabriela Benázio do Nascimento, foi atingida por socos, chutes e golpes de faca e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
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Os investigadores apontam Guilherme Brandão Rodrigues, conhecido como “Pepa”, e Thamella Jady Barbosa de Araújo Teixeira como principais suspeitos. Ambos foram indiciados por homicídio qualificado contra Gabriela, com agravantes por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A prisão ocorreu em uma operação da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), que mantém o caso sob investigação.
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O ataque teve início em 13 de maio deste ano, quando Gabriela se envolveu em uma discussão com o casal na região da feira. Conforme depoimentos e imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia, ela foi agredida violentamente com socos e chutes, especialmente na cabeça. Em seguida, recebeu cortes de faca no corpo, inclusive na perna, e caiu ao solo, onde continuou a sofrer violência física.
Laudos periciais concluíram que o óbito decorreu de traumatismo torácico associado a tromboembolismo pulmonar, resultado direto das agressões. Os exames apontam que os ferimentos foram tão graves que, mesmo após três dias de internação, Gabriela não resistiu e faleceu no hospital. A Polícia Civil mantém o inquérito aberto para reunir mais provas e esclarecer detalhes do crime.
Durante a apuração, foi revelado que os suspeitos repassavam diversos aparelhos de celular à vítima para comercialização, visando lucro na região central de Ceilândia. Ainda de acordo com a investigação, Gabriela teria desviado parte dos recursos obtidos nas vendas para compra de entorpecentes. As cobranças por esses valores teriam gerado desentendimentos que culminaram no ataque letal.
Com base no conjunto de evidências, a dupla foi formalmente indiciada por homicídio duplamente qualificado. A Polícia Civil do Distrito Federal segue responsável pelo inquérito, que pode resultar em denúncia e posterior julgamento dos acusados. Até o momento, não há previsão de encerramento das diligências ou de apresentação de novos suspeitos envolvidos no episódio.
