
Cícero Ferreira da Silva ao lado de caminhão-tanque em selfie (esq.) e durante sua prisão em Fátima do Sul (MS) (dir.) (Foto: Instagram)
Cícero Ferreira da Silva, 46 anos, condenado a 60 anos de prisão por incendiar uma casa em Santos (SP) e matar duas pessoas, foi capturado em Fátima do Sul (MS) na última quinta-feira, 26 de junho de 2026. Ele estava foragido e ganhou prioridade na lista de procurados após publicar vídeos nas redes sociais nos quais anunciava a intenção de “exterminar toda a cidade”, gerando pânico entre os moradores.
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Além da sentença definitiva pelo crime ocorrido em 2005 em Santos, havia contra Cícero um mandado de prisão preventiva expedido em investigação de violência doméstica. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu o mandado ao encontrá-lo em uma residência de Fátima do Sul, onde o suspeito vinha se escondendo desde que deixou o sistema prisional.
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No momento da abordagem, Cícero tentou fugir correndo para um milharal vizinho ao imóvel. Durante a perseguição, ele resistiu à prisão, desacatou e ameaçou os policiais civis, chegando a tentar tomar a arma de um dos investigadores. Pelo conjunto de atos, foi autuado em flagrante por resistência, desobediência, desacato, ameaça contra agentes, lesão corporal, difamação de funcionário público e falso alarme.
As ameaças de extermínio ganharam maior repercussão após a divulgação de vídeos nos quais o condenado afirmava que, como motorista profissional de transporte de combustíveis inflamáveis, teria meios de concretizar sua intenção. O teor das gravações gerou apreensão generalizada e levou a Polícia Civil a intensificar as buscas até a captura.
Durante as investigações, porém, os agentes verificaram que a foto usada nas redes sociais era antiga e que Cícero não trabalhava mais na transportadora de combustíveis desde o início de 2026. Mesmo assim, a corporação solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva, considerando o histórico de violência e o risco que ele representa.
O crime original cometido em 2005 envolveu um incêndio criminoso numa residência em Santos onde estavam cinco pessoas, entre elas uma criança de 3 anos. O fogo causou a morte de Sandra de Souza Cordeiro e Maurício Cordeiro dos Santos. De acordo com os registros da execução penal, Cícero cumpriu pouco mais de 25 anos da pena e ainda tem mais de 34 anos de reclusão a cumprir. A Polícia Civil sustenta que a manutenção da prisão é indispensável diante da gravidade e dos novos delitos atribuídos ao réu.
