A Fifa mudou de última hora a lista de uniformes para o jogo entre Brasil e Escócia na Copa do Mundo, proibindo o uso do conjunto vermelho pelos goleiros da Seleção Brasileira. Na partida em Miami, marcada para sexta-feira, 26 de junho, os arqueiros entrarão em campo com o tradicional kit verde, substituindo o modelo polêmico. A decisão, tomada poucas horas antes do confronto, surpreendeu torcedores que aguardavam o visual alternativo.
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A versão vermelha, que nunca chegou a ser lançada oficialmente, já havia gerado intensos debates políticos e grande repercussão nas redes sociais antes do Mundial, fazendo a CBF desistir da cor como segundo uniforme de linha. Mesmo sem o lançamento, o modelo dividiu opiniões, recebendo protestos e apoio de diferentes setores da torcida. Apesar disso, o kit viajou com a delegação para os EUA.
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O conjunto vermelho, distinto do uniforme principal planejado para o torneio, era uma das opções reservadas aos goleiros. A CBF pretendia utilizá-lo especificamente no duelo diante da Escócia, programado para as 19 horas (horário de Brasília) em Miami, buscando apresentar um kit alternativo durante a estreia brasileira.
Nos últimos dias, porém, a Fifa atualizou a relação oficial de uniformes do confronto e determinou que os arqueiros da Seleção atuem apenas com o uniforme verde. A nova definição atraiu atenção porque, até então, a entidade havia anunciado a combinação completa em vermelho — camisa, calção e meiões —, o que marcaria a primeira vez da cor em um jogo de Copa do Mundo. A Fifa, no entanto, não divulgou justificativas para a alteração.
A mudança surpreendeu ainda mais pela ausência de explicações oficiais por parte da Fifa. A entidade não comentou publicamente os motivos que a levaram a vetar o visual vermelho, mantendo sigilo sobre os critérios adotados e deixando torcedores e especialistas em especulações.
Com essa atualização, os jogadores de linha da equipe comandada por Carlo Ancelotti seguirão com a formação tradicional: camisa amarela, calção branco e meiões brancos. Já a Escócia entrará em campo com uniforme azul-marinho para os atletas de linha, enquanto seu goleiro vestirá um tom de cinza.
O debate em torno da cor vermelha ganhou força meses antes do Mundial, quando imagens divulgadas pelo site Footy Headlines mostraram um suposto uniforme alternativo produzido pela Jordan Brand, subsidiária da Nike. A repercussão se estendeu para além das quatro linhas, com parte do público associando o tom a movimentos de esquerda e gerando manifestações favoráveis e contrárias.
Em meio à polêmica, o presidente da CBF, Samir Xaud, chegou a afirmar que a Seleção Brasileira não teria uma camisa vermelha como segundo uniforme, buscando neutralizar as interpretações políticas e focar na preparação do time para a competição.

