
Imagem ilustrativa de uma mulher sorrindo (Foto: Instagram)
A médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, presa em Campo Grande (MS) após ter ateado fogo no marido, afirmou em depoimento que desconfiava de uma possível traição e queria obrigá-lo a confessar um suposto caso extraconjugal. Ela disse aos investigadores que não havia intenção de causar ferimentos graves e que pretendia apenas pressionar o parceiro a ser sincero sobre o relacionamento.
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Conforme o relato da veterinária, os desentendimentos começaram no domingo (22), quando ela passou a suspeitar de uma infidelidade. No dia seguinte, segunda-feira (23), o clima esquentou novamente na residência do casal, no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. Durante o interrogatório, Lidiane afirmou: “Eu queria que ele me dissesse, abrisse o jogo, porque o tempo todo ele falava de retomar o casamento, mas não era o que eu sentia. Eu queria que ele me confirmasse”.
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De acordo com a investigada, ela derramou álcool sobre uma mochila que o marido usaria em uma viagem a Brasília e acendeu o líquido com um isqueiro. A veterinária relatou que jamais planejou machucar o homem, mas que o fogo acabou atingindo a camiseta dele e se espalhou de forma inesperada. Foi só ao perceber as chamas na roupa que ela tentou apagar o fogo, embora não tenha conseguido conter a propagação imediatamente.
A filha do casal, de 22 anos, demonstrou presença de espírito ao correr para o quintal após ouvir os gritos de socorro do pai. Ela usou uma mangueira para apagar as chamas que consumiam a roupa do servidor público, limitando os danos até a chegada do Corpo de Bombeiros e da equipe de resgate. O rápido atendimento da jovem contribuiu para evitar lesões ainda mais graves.
A vítima é servidor público federal e ex-diretor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus e foi internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Proncor, em Campo Grande, onde permanece entubado. Até a última atualização, seu quadro clínico continuava com risco elevado devido à extensão das queimaduras.
Na audiência de custódia realizada na terça-feira (24), a Justiça converteu a prisão em flagrante de Lidiane em prisão preventiva. Com isso, ela seguirá detida por tempo indeterminado enquanto tramita o processo e responderá pela tentativa de homicídio qualificado. A veterinária deve ser transferida para uma unidade prisional de Mato Grosso do Sul, e a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.








