
Jovem profissional em traje formal sorri durante sessão de fotos (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em suas redes sociais, nesta terça-feira (23), um artigo de opinião publicado pelo portal Newsmax e assinado pelo colunista John Gizzi. No texto, o autor avalia a influência política de Trump na América Latina e destaca que a eleição presidencial brasileira de 2026 representará o seu próximo grande teste no continente. O artigo também chama atenção para a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em meio ao recente esfriamento das relações bilaterais.
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O artigo menciona ainda o resultado das eleições na Colômbia, em que o advogado e empresário conservador Abelardo de la Espriella foi eleito presidente no último domingo (21). Segundo Gizzi, a vitória do candidato de direita fortalece o avanço de governos conservadores na América do Sul: agora, sete dos doze países da região passam a ser governados por lideranças alinhadas ideologicamente ao movimento que, de acordo com o autor, tem relação direta com a influência exercida por Trump.
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Ao tratar especificamente do cenário brasileiro, o colunista aponta o embate entre Lula, que buscará a reeleição em 2026 pelo PT, e o grupo político articulado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, filiado ao PL. O texto sugere que a disputa pode se tornar um dos principais capítulos da luta ideológica no hemisfério, especialmente pela proximidade política e pessoal entre integrantes da família Bolsonaro e aliados do presidente norte-americano.
O compartilhamento desse artigo ocorre em meio ao desgaste das relações diplomáticas entre Brasília e Washington. No ano passado, os Estados Unidos chegaram a impor um “tarifaço” sobre produtos brasileiros, o que levou o governo Lula a intensificar esforços para reaproximação com a Casa Branca. Em determinado momento, Trump chegou a elogiar Lula, classificando-o como um “bom homem” e “inteligente”, mas a cordialidade não se manteve.
Nos últimos meses, após agendas realizadas por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em Washington, o governo dos EUA anunciou a intenção de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida gerou desconforto no Palácio do Planalto e acentuou o afastamento entre os dois governos.
Durante participação na cúpula do G7, Trump afirmou que o Brasil é um país “politicamente difícil” e, dias depois, chamou Lula de pessoa “muito volátil”. Em resposta, o presidente brasileiro enfatizou que as preferências políticas de Trump são legítimas, mas pediu respeito à soberania nacional e pediu que não haja interferência no processo eleitoral de 2026. A repercussão desse episódio reforça o interesse internacional no pleito, que já atrai atenção de lideranças e analistas devido ao peso econômico e geopolítico do Brasil.








