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Homem morre atingido por ‘espada junina’ em festa de São João


Homem de 47 anos morre após soltura de “espada junina” em Sapeaçu (BA) (Foto: Instagram)

Um homem de 47 anos morreu na noite de terça-feira (23), véspera de São João, depois de sofrer queimaduras graves enquanto soltava uma “espada junina” no bairro da Jaqueira, em Sapeaçu, no Recôncavo da Bahia. A Polícia Civil de Sapeaçu abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente e coletar depoimentos de testemunhas.

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A vítima foi identificada como Tarcísio Sodré Ramos do Nascimento. Segundo a Polícia Militar, equipes da 27ª Companhia Independente de Polícia Militar foram acionadas após relatos de que um artefato pirotécnico atingiu o homem durante a tradicional soltura de espadas. O socorro foi imediato, mas Tarcísio não resistiu à gravidade das queimaduras.

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Ao chegar ao local, os policiais encontraram Tarcísio em estado grave. Ele recebeu atendimento inicial, foi levado a uma unidade de saúde da região e entrou em choque térmico antes de falecer. A Delegacia Territorial de Sapeaçu aguarda os laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) para compreender a dinâmica do incidente.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a Prefeitura de Sapeaçu confirmou o falecimento de Tarcísio, sobrinho da escritora Edelzuite Sodré, colaboradora do município. Em respeito ao luto da família, cancelou a programação junina prevista para a noite de terça-feira e manifestou solidariedade aos amigos e parentes da vítima, ressaltando o legado de afeto deixado por ele.

A Polícia Civil reforçou que a fabricação, comércio, armazenamento, transporte e uso de espadas de fogo continuam proibidos na Bahia. O porte ou utilização desses artefatos pode ser enquadrado no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, com pena de três a seis anos de reclusão. Embora exista um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Bahia, ainda há pendências na regulamentação para uso controlado dos artefatos.

As espadas juninas fazem parte da cultura popular de várias cidades do Recôncavo baiano nos festejos de São João, mas os riscos de explosões e queimaduras graves mantêm aceso o debate entre autoridades, moradores e defensores da tradição. Com a morte de Tarcísio, a discussão sobre segurança e legalidade dessas práticas volta a ganhar força no estado.

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