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Vídeo mostra influenciador Yan Lc relatando ‘tortura’ em mansão De Férias com Tília


Yan Lc acusa organizadora de reality de violência e ameaça (Foto: Instagram)

O influenciador Yan Lc concedeu entrevista ao Bacci Notícias em 22 de junho para relatar agressões e ameaças sofridas em uma mansão onde foi gravado o reality “De Férias com Tília” no dia 18 de junho, por volta das 16h44. Segundo ele, o episódio resultou na abertura de boletim de ocorrência e na realização de exame de corpo de delito.

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Yan publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter sido “coagido, agredido e ameaçado” não apenas pela organizadora Tília, mas também por outros participantes. Na legenda, ele reforçou: “Não se bate na cara de ninguém”, “Exposição não é marketing” e “Agressão não é conteúdo”.

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Yan disse ter sido convidado diretamente para a casa, sem precisar passar por inscrição ou enviar vídeos. A proposta incluía uma semana de gravações em um local com piscina, sauna, área de jogos e espaço de dança, onde imaginava registrar o convívio do grupo. Logo percebeu, porém, que o foco era gerar atritos para conteúdo sensacionalista.

Ele relatou ter pedido à organizadora, longe das câmeras, que sua condição bissexual não fosse exposta, pois sua família desconhece esse aspecto de sua vida. Mesmo depois do alerta, colegas de casa comentaram sua sexualidade, e a própria Tília teria dito, em vídeo, que faria a divulgação publicamente.

Ao recusar participar de uma gravação de briga, Yan afirma que Tília o atingiu com um soco no rosto: “Ela me deu um soco na boca”, contou. Com o celular já em mãos, ele decidiu registrar a cena: “Pensei: ‘vou usar ao meu favor’ e comecei a gravar”. Outro participante, identificado por ele como “sapatão”, também o agrediu dentro de um quarto, usando o suporte de uma cortina como objeto de ataque.

Depois da agressão, Yan permaneceu detido por cerca de uma hora e vinte minutos em um quarto, sob coação para apagar as filmagens. “Eles me ameaçaram: ‘Você não tem medo de morrer?’”, disse, relembrando a voz de algumas meninas que o pressionavam. Durante o confronto, a organizadora quebrou a cortina do cômodo e chegou a jogar o suporte contra ele.

A liberação só ocorreu após contato entre seu assessor e a organização, quando se alegou a inexistência de contrato formal — argumento que garantiu sua saída. Ele esperou pelo transporte no portão e, três dias depois, registrou o boletim de ocorrência e fez o exame de corpo de delito antes de tornar o caso público. Depois de receber relatos de outras pessoas que teriam passado por situação semelhante, Yan, de 24 anos, pretende processar Tília e todos os envolvidos, em busca de justiça.

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