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O que se sabe sobre o desaparecimento das primas no Paraná que completou dois meses


Primas de 18 anos desaparecem há 62 dias e caso é tratado como possível duplo homicídio (Foto: Instagram)

As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, estão desaparecidas há 62 dias. Desde o início das investigações, em abril, a Polícia Civil do Paraná trata o caso como possível duplo homicídio, embora os corpos ainda não tenham sido localizados. As equipes seguem mobilizadas em busca de pistas que esclareçam o paradeiro das jovens.

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O principal suspeito é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, apontado como última pessoa a estar na companhia das primas antes do sumiço. Ele saiu de Cianorte na noite de 20 de abril dirigindo uma caminhonete e usando o nome fictício “Davi”. Câmeras de monitoramento registraram o veículo passando por Jussara, onde Sttela teria retornado a uma residência para buscar uma mochila.

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Registros internos de uma casa noturna em Paranavaí mostram as duas jovens e Clayton andando pelo local na madrugada de 21 de abril. A última conexão de Sttela à internet foi registrada às 3h17 daquele dia. Desde então, nenhuma delas manteve contato com familiares ou amigos, aumentando o mistério em torno do que realmente aconteceu.

Entre os dias 22 e 23 de abril, Clayton retornou sozinho a Cianorte e, pouco depois, deixou a cidade. Em 29 de abril, a Justiça expediu mandado de prisão contra ele pelos crimes de roubo e homicídio. Conhecido pelos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”, o suspeito já tinha outra ordem de prisão em aberto por um assalto ocorrido em 2023 em Apucarana, e a caminhonete que dirigia apresentava sinais de clonagem.

Em maio, a ex-companheira de Clayton, uma mulher de 23 anos, foi presa temporariamente no interior de São Paulo. A Polícia Civil a investiga por supostamente fornecer apoio financeiro e logístico ao foragido. Um celular foi apreendido para perícia, mas o conteúdo das conversas ainda permanece em sigilo devido ao segredo da apuração.

Na última semana, equipes da Polícia Civil realizaram buscas em uma área rural de Paraíso do Norte, a cerca de 32 quilômetros de Paranavaí. As diligências foram baseadas em denúncias anônimas e informações obtidas durante o inquérito, mas as autoridades não informaram se encontraram vestígios relevantes ligados ao desaparecimento das primas.

Mesmo após mais de dois meses de investigação, continuam sem respostas fundamentais: não há confirmação sobre o que ocorreu com Letycia e Sttela, nem detalhamento da dinâmica do suposto crime. Também se desconhece o paradeiro da caminhonete. A Polícia Civil mantém as buscas pelo principal suspeito e recebe denúncias anônimas pelos números 181, 190 e 197.

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