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Homem admite ter matado mulher ao tentar ‘expulsar demônios’


Companheiro confessa assassinato de jovem na Serra (ES) em “ritual de exorcismo” (Foto: Instagram)

Marceli de Oliveira Gottardo, de 29 anos, foi encontrada sem vida na noite de domingo (21) em seu apartamento no bairro Jardim Limoeiro, na Serra (ES). O corpo apresentava sinais de convulsão, marcas de esganadura no pescoço e diversos hematomas pelo tronco e rosto. No local, agentes da Polícia Militar prenderam o companheiro da vítima, Bryan Fernando Gimenez Souza, de 26 anos, que confessou o crime afirmando ter agido para “expulsar demônios” da mulher.

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De acordo com o boletim da PM, vizinhos relataram ter escutado gritos vindos do apartamento horas antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma moradora, preocupada com a intensidade dos gritos, chegou a acionar o interfone, mas o suspeito respondeu e encerrou a ligação, provocando a interrupção momentânea dos barulhos.

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Pouco depois, ainda segundo relatos, Bryan pediu ajuda a um vizinho que morava no mesmo edifício. Ao adentrar o imóvel, o homem encontrou Marceli caída no chão, em convulsão. Uma estudante de Enfermagem residente no prédio foi chamada para prestar os primeiros socorros até a chegada da equipe do Samu.

Testemunhas descreveram que a vítima apresentava ferimentos no rosto, um sangramento em um dos ouvidos e diversos hematomas espalhados pelo corpo, além das marcas no pescoço compatíveis com esganadura. Apesar dos esforços dos profissionais de saúde, Marceli não resistiu e foi declarada morta ainda no local do crime.

Durante depoimento à Polícia Civil do Espírito Santo, Bryan Fernando admitiu ter cometido o homicídio na crença de que Marceli estava possuída por demônios. Ele alegou que a agressão teria como objetivo “expulsar as entidades” do corpo da companheira. As autoridades seguem investigando o caso para confirmar versões e reunir provas periciais.

O suspeito permanece detido à disposição da Justiça e o inquérito corre na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Serra. Investigadores aguardam resultados de laudos, ouvem testemunhas e analisam imagens de segurança das imediações.

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