Especialista detalha distinções entre gripe, resfriado, H1N1 e pneumonia

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Queda de temperatura eleva surtos de gripes e resfriados (Foto: Instagram)

Com a queda nas temperaturas no Brasil, observa-se um aumento significativo de doenças respiratórias, como gripe, resfriado, Influenza, H1N1 e pneumonia. O infectologista Dr. Jean Gorinchteyn enfatiza a diferença de intensidade e evolução desses quadros, além de reforçar medidas preventivas essenciais, como vacinação anual, uso de máscara, higienização das mãos e ambientes bem ventilados.

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Segundo o médico e professor de Doenças Infecto Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), a combinação de frio e aglomerações em locais fechados favorece a disseminação viral. “Mesmo antes do inverno, temperaturas baixas já levaram pessoas a se reunirem em ambientes mal arejados, ampliando muito a circulação de vírus”, explica Dr. Jean em entrevista ao Bacci Notícias.

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Distinguir resfriado de gripe é um dos principais desafios. No resfriado, sinais como nariz entupido e leve desconforto na garganta, sem afetar o estado geral, costumam indicar infecção por adenovírus ou rinovírus. Na gripe, sintomas respiratórios vêm acompanhados de febre alta, dores musculares intensas e afastamento das atividades diárias rotineiras.

O especialista ainda alerta para os sinais de alerta e grupos de risco. Pessoas com imunidade comprometida, gestantes, idosos acima de 80 anos e crianças menores de cinco anos, especialmente abaixo de um ano, precisam de atenção redobrada em caso de infecção. “Nesses indivíduos, qualquer sintoma mais grave pode evoluir rápido e requer cuidado imediato”, destaca.

Entre os sintomas que demandam avaliação médica urgente estão dificuldade para respirar, chiado no peito, cansaço excessivo, dor no corpo, comprometimento geral e cianose nos dedos. Nessas situações, o ideal é buscar prontamente unidades de emergência para uma avaliação adequada e possível internação.

O H1N1, conhecido como gripe suína, permanece em circulação desde 2009 e integra o grupo dos vírus Influenza ativos sazonalmente. A vacina contra a gripe inclui dois subtipos de Influenza A — entre eles o H1N1 — e o Influenza B, garantindo proteção mais abrangente. A recomendação é que todas as pessoas a partir de seis meses de idade sejam vacinadas, com prioridade para vulneráveis.

Além de se vacinar o quanto antes — lembrando que a imunização leva de 12 a 15 dias para fazer efeito —, o infectologista reforça a importância do uso de máscaras em locais fechados e transporte público, higienização frequente das mãos com álcool em gel, boa hidratação e lavagens nasais com solução fisiológica, medidas que contribuem para reduzir a transmissão viral durante o inverno.