
Jovem denuncia furto de foto íntima em loja da TIM (Foto: Instagram)
Uma jovem de 20 anos em Chapecó, Oeste de Santa Catarina, denunciou que teve uma foto íntima furtada digitalmente por um atendente durante um procedimento em uma loja da operadora TIM. De acordo com Eduarda Kruger, a imagem estava armazenada em seu celular e, sem consentimento, foi copiada para o dispositivo de um colaborador do estabelecimento. O caso foi registrado e é investigado pelas autoridades locais.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Segundo a vítima, o episódio ocorreu na última quinta-feira (11). Ao chegar à unidade para ajustar seu plano telefônico via aplicativo da operadora, ela entregou o aparelho ao funcionário, que solicitou a senha de desbloqueio. Enquanto realizava as alterações, ele teria acessado pastas ocultas e transferido a foto indevidamente, uma conduta que configura furto de conteúdo digital.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Depois de deixar a loja, já dentro do carro, Eduarda notou uma notificação no iPhone indicando o compartilhamento de um arquivo por meio do AirDrop, ferramenta que permite a transferência de dados entre dispositivos Apple. A tela exibia a confirmação de envio, evidenciando que o processo havia sido concluído sem qualquer autorização da dona do aparelho.
Diante da suspeita, a jovem acionou a Polícia Militar, que compareceu ao estabelecimento e registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por violação de privacidade. Esse procedimento é aplicado a infrações de baixo potencial ofensivo, com pena máxima de dois anos, e o caso segue em análise no Juizado Especial Criminal. Até esta quinta-feira (18), não havia atualização pública sobre o andamento da investigação.
Abalada com o ocorrido, Eduarda relata ter entrado em estado de choque. “Eu só trouxe isso para alertar, porque, se eu não tivesse feito nada, onde essa foto poderia aparecer?”, desabafou. Ela ainda contou que ligou para o pai, para a irmã e para um amigo que é policial militar, que a orientou a registrar a queixa pelo telefone 190.
Além disso, ao examinar o celular do suspeito, Eduarda encontrou diversas imagens de outras mulheres em uma pasta oculta – o que sugere que a conduta poderia ter se repetido com outras clientes. Ela afirma ter removido do dispositivo todos os arquivos ligados ao seu caso, inclusive itens descartados na lixeira, e em seguida formalizou a queixa na delegacia.
Em resposta ao incidente, a operadora TIM emitiu nota assegurando que mantém política de tolerância zero a práticas desse tipo. A empresa esclareceu que o envolvido não era funcionário direto, mas colaborador de um parceiro, e foi imediatamente desligado ao serem confirmados os fatos. A companhia reiterou seu pedido de desculpas e manifestou solidariedade à cliente.
