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Uma semana após morte de Maria Eduarda, novas prisões e perguntas permanecem sem resposta


Ponte do Esqueleto sob investigação após morte em rope jump (Foto: Instagram)

Uma semana após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto em Limeira (SP), a Polícia Civil realizou mais três prisões temporárias neste sábado (20). Com isso, sobe para seis o total de suspeitos detidos por suposto envolvimento na organização e execução da atividade que terminou em tragédia. As investigações seguem focadas em identificar falhas de segurança e eventuais omissões por parte da equipe responsável pelo evento.
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Os mandados de prisão foram baseados em indícios de supressão de provas, sobretudo pelo desaparecimento da câmera que Maria Eduarda usava durante o salto. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais suspeitam que conteúdos digitais cruciais para elucidar o acidente foram apagados após o ocorrido. Além de homicídio com dolo eventual, a investigação também avalia a prática de fraude processual.
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Entre os três primeiros detidos estavam os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42. Em depoimentos, eles afirmaram não saber explicar como Maria Eduarda foi lançada sem conexão ao sistema de segurança, apesar de admitir que dois deles eram responsáveis pela instalação das cordas antes dos saltos. Nenhum deles foi capaz de detalhar com precisão a divisão de tarefas na equipe de operação.

Apesar dos avanços nas prisões, diversas questões permanecem sem esclarecimento. Os investigadores ainda buscam entender como a falha de segurança passou despercebida, mesmo com conferências prévias e múltiplos profissionais envolvidos. Outro ponto em apuração é a cobrança de R$ 180 por participante em eventos sem empresa formalizada e sem licenças para explorar comercialmente a ponte — cuja visitação era proibida.

Paralelamente, a Polícia Civil colhe depoimentos sobre relatos de que membros do grupo deixaram o local do acidente e trocaram de roupa logo após a queda de Maria Eduarda. Segundo testemunhas e policiais militares, alguns envolvidos só foram encontrados com o auxílio do helicóptero Águia, e seguem sob análise as circunstâncias dessa movimentação.

Enquanto a investigação criminal avança, autoridades debatem o futuro da Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. O governo federal considera a demolição da estrutura para prevenir novos acessos indevidos, ideia que já conta com o apoio das prefeituras locais.

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