Site icon Jetss BR

Vanderley dos Santos Gomes revela detalhes chocantes sobre o caso do próprio pé amputado


Homem com pé amputado após planejar fraude de R$ 1,5 milhão em seguros (Foto: Instagram)

O servidor público Vanderley dos Santos Gomes admitiu ter planejado e executado a própria amputação do pé em julho de 2019 com o objetivo de fraudar quatro apólices de seguro de vida contratadas semanas antes, que totalizavam até R$ 1,5 milhão em indenizações. A contratação dessas apólices em Amélia Rodrigues, interior da Bahia, levantou suspeitas quando a perícia desconstruiu sua versão.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Segundo as investigações da Polícia Civil e do Judiciário baiano, Vanderley alegou ter sido vítima de um sequestro com assalto em Cruz das Almas, praticado por dois homens armados que o amarraram e vendaram antes de cortar seu próprio pé. As autoridades, contudo, descobriram incoerências e provas de premeditação nos depoimentos do servidor.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A Vara de Execuções Penais de São Gonçalo dos Campos condenou Vanderley por estelionato, determinando pena de dois anos de prisão em regime aberto, 720 horas de prestação de serviços comunitários e pagamento de multa de R$ 7.590 a título de prestação pecuniária. O processo transitou em julgado em maio de 2025, quando o servidor foi intimado a iniciar o cumprimento da sentença.

O laudo pericial localizou o membro amputado e a mochila de Vanderley contendo todos os pertences que ele dizia terem sido roubados, a apenas 350 metros do ponto onde prestadores de socorro atenderam sua versão de “vítima”. A falta de qualquer pedido de resgate e a inexistência de inimigos compatíveis com o relato reforçaram a tese de fraude.

Foram apontadas ainda diversas inconsistências no itinerário descrito por Vanderley e a forma como as polícias Civil e Técnica constataram que a confecção das quatro apólices, contratadas apenas seis semanas antes da amputação, demonstrava intenção de induzir a seguradora ao erro.

Mesmo após a condenação em primeira e segunda instâncias, o servidor recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, mas teve seu pedido negado, sob o argumento de que todos os pontos de defesa já haviam sido esgotados no curso do processo. Atualmente, Vanderley cumpre a pena em regime aberto, além das obrigações de prestação de serviços.

Exit mobile version