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Ronaldo Caiado dispõe de 51 policiais militares para sua proteção e de familiares


Ronaldo Caiado em meio à equipe de segurança de 51 policiais (Foto: Instagram)

Documento obtido pela Folha de S.Paulo revela que o presidenciável Ronaldo Caiado tem 51 policiais militares de Goiás disponíveis para sua segurança pessoal e para a de seus familiares. A assessoria afirma, porém, que apenas quatro agentes atuam diretamente na escolta. O levantamento aponta que o custo mensal apenas com salários chega a cerca de R$ 797,5 mil. Esse benefício foi ampliado por portaria estadual após sua renúncia ao cargo de governador.

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O efetivo de 51 policiais supera o contingente típico de um pelotão, normalmente composto por cerca de 40 soldados, e ultrapassa em mais de seis vezes o limite previsto para ex-presidentes da República. Caiado governou Goiás por sete anos e três meses, entregando o cargo em 31 de março para se dedicar à corrida presidencial. Desde então, a estrutura de segurança foi transferida para São Paulo, onde o ex-governador passou a morar.

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A portaria que ampliou o serviço foi publicada em 1º de abril pelo secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho. O texto autoriza que o benefício se estenda aos familiares do ex-governador e que o próprio beneficiário indique policiais para a equipe, desde que exista disponibilidade no efetivo. Também determina que despesas de transporte, hospedagem e logística fiquem sob a responsabilidade da Casa Militar.

Conforme o documento oficial, o total gasto apenas com remunerações atinge aproximadamente R$ 797,5 mil por mês, sem incluir gratificações, diárias, funções comissionadas, hospedagem ou deslocamentos. Questionada sobre os custos totais da operação, a Secretaria da Casa Militar informou que não divulga o número de agentes por razões de segurança institucional.

Em nota, a Casa Militar esclareceu que o quantitativo de profissionais não é fixo, pois os policiais trabalham em regime de revezamento de acordo com a agenda e as necessidades operacionais. A pasta frisou ainda que esses agentes não dedicam-se exclusivamente à proteção de Caiado e que a seleção da equipe segue critérios técnicos e protocolos específicos de segurança.

A assessoria de Ronaldo Caiado contestou a ideia de que todos os 51 policiais atuem diretamente em sua escolta, afirmando que apenas quatro integrantes trabalham efetivamente nesse serviço, também em sistema de revezamento. “Ter escolta não é mordomia. É proteção a quem mais enfrentou o PCC, o Comando Vermelho e as facções criminosas no Brasil”, declarou o presidenciável. O benefício, segundo a equipe, está previsto na Constituição de Goiás desde 2010 e alcança ex-governadores e familiares, incluindo as filhas e a ex-primeira-dama Gracinha Caiado.

Para efeito de comparação, a Folha consultou outros estados. No Distrito Federal, o ex-governador Ibaneis Rocha conta com quatro servidores e um veículo oficial, conforme a legislação local. Em Minas Gerais, Romeu Zema dispõe de um oficial e dois praças por turno. Outros governos não responderam às perguntas da reportagem. No Supremo Tribunal Federal, já houve debate sobre os limites desses benefícios, ressaltando a necessidade de respeito aos princípios da moralidade e da isonomia, e especialistas defendem maior transparência sobre gastos públicos com segurança.

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