
Residência na Trofa onde a Polícia Judiciária encontrou os restos mortais de mãe e filha (Foto: Instagram)
A Polícia Judiciária encontrou na manhã de quinta-feira (18) os restos mortais de duas mulheres em avançado estado de decomposição dentro de uma residência na cidade de Trofa, em Portugal. As vítimas foram identificadas como Adelaide Sousa, de 87 anos, e sua filha Ângela Pinho, de 62, cujos corpos ficaram esquecidos no mesmo imóvel por meses.
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Segundo as investigações, Adelaide pode ter falecido entre o fim de 2024 e o início de 2025 após sofrer uma queda no hall da casa em que vivia com Ângela, sem que ninguém acionasse socorro. Após esse episódio, Ângela teria permanecido no local, sem comunicar o ocorrido às autoridades ou buscar ajuda.
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Os agentes da Brigada de Pessoas Desaparecidas do Porto chegaram ao imóvel depois de receberem nova denúncia em abril deste ano. Ao entrarem no local, encontraram o corpo de Ângela sobre a cama de um dos quartos, a poucos metros dos restos mortais da mãe, já quase reduzidos a um esqueleto. Não havia sinais visíveis de violência ou de intervenção de terceiros.
A investigação apurou ainda que Adelaide teria morrido em decorrência da queda e do tempo até conseguir socorro, e que o corpo permaneceu ali até que Ângela própria viesse a falecer, provavelmente entre o fim de 2025, sem que vizinhos percebessem movimentação. A hipótese principal para a morte de Ângela é suicídio, segundo informaram os peritos.
Moradores do bairro relataram ao jornal local que perceberam a ausência de atividade rotineira na casa, como recolher lixo, atender encomendas ou circular perto da porta. Alguns vizinhos chegaram a estranhar o desaparecimento das duas mulheres, mas sempre ouviam versões conflitantes de Ângela, ora afirmando que a mãe estava acamada, ora dizendo que ela residia em uma instituição de acolhimento.
As autoridades confirmaram que a filha enfrentava problemas de saúde mental e mantinha relação conturbada com a mãe. Durante a operação, a Polícia Judiciária não encontrou nenhuma evidência que sugerisse crime violento ou participação de outra pessoa, reforçando a linha de investigação que aponta para suicídio como causa do segundo óbito.
O caso segue em apuração, com exames periciais e análises de laudos para confirmar as datas exatas das mortes e a dinâmica dos acontecimentos. Em nota, a PJ enfatizou que situações de vulnerabilidade e isolamento podem levar a desfechos trágicos e que é importante buscar ajuda diante de sinais de depressão ou risco de suicídio.
