Ponte do Esqueleto é novamente frequentada após interdição; veja vídeo

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Visitantes desafiam bloqueio na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (Foto: Instagram)

A Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, voltou a ser frequentada por visitantes mesmo após a interdição federal decretada em 17 de junho. A medida foi tomada depois da tragédia que vitimou a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump no último fim de semana. Autoridades haviam bloqueado o acesso, mas pessoas continuam a desafiar a restrição e a aproximar-se da estrutura.

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Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um ciclista tentando entrar na área interditada da ponte. A queda de Maria Eduarda ocorreu a cerca de 40 metros de altura, e sua morte provocou comoção na região. Imagens registram o momento em que o homem, sem equipamento de segurança profissional, se aproxima do ponto de entrada bloqueado, ignorando avisos sobre os riscos.

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O vídeo foi compartilhado pela vereadora Bruna Magalhães, que fiscaliza as ações relacionadas ao fechamento da ponte. Ela criticou a persistência de frequentadores que insistem em acessar a estrutura, colocando-se em perigo. “É inacreditável: mesmo após uma vida se perder ali, ainda há quem desafie as regras e arrisque tudo”, declarou a parlamentar.

A interdição da Ponte do Esqueleto foi definida após reuniões entre representantes do governo federal, da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis. Além de vedar o trânsito de pessoas, o acordo previa a colocação de barreiras físicas e placas informativas em todo o entorno para alertar sobre a proibição de entrada.

Conforme confirmou a SPU ao Bacci Notícias, a edificação foi incorporada ao patrimônio da União em maio e nunca contou com autorização para práticas esportivas. Com o intuito de evitar novos incidentes, o governo planeja demolir o local. A ação visa impedir que curiosos retornem e minimizar o risco de acidentes semelhantes no futuro.

A Polícia Civil prossegue nas investigações sobre as circunstâncias da queda de Maria Eduarda. Três instrutores responsáveis pelo rope jump foram presos e indiciados pelo crime de homicídio com dolo eventual, conceito que se aplica quando se presume que os envolvidos assumiram o risco de causar a morte da vítima.