Polícia descarta furto de relógio de R$ 28 mil em Viracopos e remete caso de Amanda Castanha a Recife

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Fachada do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), onde tramitou o inquérito sobre o relógio de luxo de Amanda Castanha. (Foto: Instagram)

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acolheu o relatório da Polícia Civil que concluiu não ter ocorrido furto do relógio de luxo da influenciadora Amanda Castanha no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Com base nesse parecer, o MP-SP solicitou à Justiça o envio da investigação à comarca de Recife (PE), onde a criadora de conteúdo reside, para apurar o suposto sumiço em território pernambucano.

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O pedido de redirecionamento do inquérito foi protocolado em 17 de junho e sustenta que o alegado furto pode ter ocorrido somente após a chegada de Amanda à região metropolitana de Recife. A Justiça ainda avaliará se transfere a competência do caso do estado de São Paulo para Pernambuco, a fim de concentrar as diligências no local de residência da influenciadora.

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Amanda Castanha registrou boletim de ocorrência em 23 de maio, afirmando nas redes sociais que havia desembarcado em Viracopos após um voo dos Estados Unidos e que seu relógio, avaliado em cerca de R$ 28 mil, desaparecera durante o procedimento de inspeção de segurança no terminal doméstico. Na mesma ocasião, ela também mencionou que carregava um par de brincos de diamante em sua bagagem de mão.

Para esclarecer o ocorrido, a Polícia Civil conduziu diversas diligências: foram ouvidos agentes de proteção da aviação civil e analisadas mais de duas horas de imagens das câmeras de monitoramento e do sistema de raio-x do aeroporto. O relatório final aponta que o relógio permaneceu dentro da bolsa de Amanda durante todas as etapas de revista. Em nenhum momento houve indícios de retirada ou manuseio suspeito por parte dos funcionários.

O delegado Bruno Roberto da Silva de Assis, responsável pelo inquérito, observou que o funcionário que ficou sozinho com a bagagem esteve em contato com ela por apenas quatro segundos, tempo considerado insuficiente para abrir compartimentos, retirar o relógio e devolver o volume sem chamar a atenção. A Polícia Civil também comparou as imagens da primeira e da segunda passagem pelo raio-x, concluindo que a disposição interna dos objetos permaneceu inalterada.

Apesar do arquivamento do inquérito em São Paulo, Amanda Castanha mantém ação judicial em Pernambuco. Sua defesa pretende requerer uma perícia independente nas gravações do circuito de segurança para reavaliar toda a sequência de eventos. Por sua vez, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos divulgou nota afirmando que todos os procedimentos de segurança foram seguidos nos termos das normas nacionais e internacionais de aviação civil e estuda medidas judiciais para resguardar sua imagem institucional.