Polícia busca intimar Bolsonaro após arma ser achada em blitz

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STF avalia intimação de Bolsonaro após blitz em Taguatinga (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Distrito Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para intimar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo encontrada com um de seus seguranças durante uma blitz em Taguatinga. O pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, nesta quinta-feira (18), após tentativas frustradas de comunicação pessoal.
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De acordo com o ofício assinado pelo delegado Thiago Boing, os agentes da PCDF não conseguiram concluir a intimação porque a equipe de escolta do ex-presidente impediu o cumprimento do ato. “A tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”, registrou o delegado no documento encaminhado ao STF.
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Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em razão de condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado, o que torna obrigatória a autorização do STF para a realização de seu depoimento. Caso o ministro Alexandre de Moraes defira o pedido, a oitiva será marcada para 24 de junho, às 15h, por videoconferência.

A investigação teve início após abordagem policial ocorrida na noite de segunda-feira, 15 de junho, em Taguatinga. Durante a blitz, os agentes abordaram um Honda Civic cujo motorista portava uma arma de fogo sem documentação regular.

Segundo o relato dos policiais, o condutor se apresentou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou que o armamento pertencia a Jair Bolsonaro. A arma foi apreendida e o inquérito foi imediatamente aberto para apurar a posse e o transporte do objeto.

No dia 17 de junho, a defesa de Bolsonaro apresentou explicações à Polícia Civil. Os advogados informaram que o disparo teria sido enviado para manutenção e que o equipamento seria devolvido ao ex-presidente no dia seguinte à abordagem, descartando qualquer irregularidade dolosa.

Agora, a decisão sobre a autorização para intimação dependerá exclusivamente do ministro Alexandre de Moraes. Após manifestação do relator no STF, a PCDF dará prosseguimento às diligências para esclarecer as circunstâncias que envolveram a posse, o transporte e a origem da arma de fogo.