
Receita Federal lança lote extra de restituição automática (Foto: Instagram)
A Receita Federal anunciou uma ação inédita que vai beneficiar milhões de brasileiros que não entregaram a declaração do Imposto de Renda, mas tiveram tributos descontados na fonte ao longo de 2024. Este lote especial de restituição automática vai atingir quem não era obrigado a declarar, mas tinha valores para receber de volta.
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Por meio do projeto-piloto “Cashback IRPF”, o Fisco vai emitir um lote extra de restituições para contribuintes isentos da obrigação de prestar contas, mas que sofreram retenções mensais no ano-calendário. Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de pessoas serão contempladas por essa iniciativa.
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A consulta dos nomes incluídos nesse lote especial estará disponível em 8 de julho no sistema Meu Imposto de Renda (MIR), e o pagamento está agendado para 15 de julho de 2026. O crédito será efetuado via chave Pix vinculada ao CPF do beneficiário, garantindo agilidade no recebimento.
A iniciativa é direcionada a quem teve Imposto de Renda retido na fonte ao longo de 2024, mas cuja renda média anual ficou dentro da faixa de isenção e, por isso, não precisou enviar a declaração. Muitas dessas pessoas perdem dinheiro ao não prestar contas, pois deixam de reclamar os valores descontados.
Conforme a Receita Federal, o maior valor de restituição pode chegar a R$ 1.000 por contribuinte, enquanto a média estimada gira em torno de R$ 125. No total, o governo planeja devolver aproximadamente R$ 500 milhões neste lote especial.
A declaração será gerada automaticamente pela Receita e ficará disponível no ambiente Meu Imposto de Renda, acessível pelo portal oficial ou pelo aplicativo da Receita Federal. O contribuinte poderá conferir os dados usados para o cálculo, optar pelo cancelamento da declaração automática ou retificar informações em caso de divergências.
A Receita Federal alerta para a circulação de golpes relacionados à restituição. O órgão reforça que todo o processo é gratuito e que não solicita dados bancários por telefone, e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens. Em caso de dúvidas, deve-se recorrer apenas aos canais oficiais do governo.








