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PF cumpre mandado contra Jaques Wagner em nova etapa da Operação Compliance Zero


Senador Jaques Wagner durante sessão no plenário do Senado Federal. (Foto: Instagram)

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira, 18 de junho de 2026, a nona fase da Operação Compliance Zero, considerada uma das principais investigações sobre fraudes financeiras do atual governo. Entre os alvos desta etapa está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado e ex-governador da Bahia entre 2015 e 2022. Contra Wagner, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços vinculados ao parlamentar, no âmbito de apurações que envolvem suposto esquema de desvio de recursos no Banco Master e uma rede clandestina de corrupção e espionagem.

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Além de Wagner, a operação também teve como alvo o empresário Augusto Lima, ex-sócio do antigo presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso. Os mandados foram cumpridos em três unidades federativas – Bahia, São Paulo e Distrito Federal – após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, a Polícia Federal não detalhou se os agentes apreenderam documentos, celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos, nem divulgou o volume de materiais recolhidos em diferentes endereços.

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Deflagrada originalmente em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero iniciou as investigações ao identificar a suposta criação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master. Segundo os investigadores, o esquema teria movimentado valores bilionários em transações realizadas com fundos de pensão e investidores institucionais. Com o desenrolar das diligências, surgiram indícios de participação de outras lideranças políticas e empresários, ampliando a abrangência das apurações.

Em fases anteriores, nomes como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) já foram mencionados em razão de relações de negócio com Daniel Vorcaro. Na oitava fase da operação, a PF concentrou esforços no ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ao investigar aportes de aproximadamente R$ 3 bilhões do fundo Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master, consideradas suspeitas por apresentarem garantias incompatíveis com os valores negociados.

Mais recentemente, a Polícia Federal ampliou o escopo para apurar não apenas fraudes financeiras, mas também uma suposta rede de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Os inquéritos buscam esclarecer se uma estrutura paralela de corrupção e espionagem – apelidada pelos investigadores de “A Turma” – utilizou vigilância ilegal, interceptações e montagem de dossiês para intimidar autoridades e obstruir auditorias.

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