Homem é detido em Goiás por usar IA para fingir ser policial militar

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Suspeito detido pela PMGO por usar IA para se passar por policial militar (Foto: Instagram)

Um homem de 30 anos foi preso em Goiás, suspeito de publicar nas redes sociais imagens geradas por inteligência artificial que o retratavam como policial militar da Polícia Militar de Goiás (PMGO). A prisão ocorreu após investigação desencadeada por uma denúncia da ex-namorada, que havia solicitado medidas protetivas contra ele. As autoridades confirmaram que o suspeito nunca integrou os quadros da corporação.
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O relacionamento entre o casal durou cerca de um mês e terminou quando a mulher descobriu que o homem mentia sobre sua função na polícia. Após o término, ela procurou a Justiça relatando ter sido ameaçada pelo suspeito, que dizia possuir arma de fogo e, segundo ela, chegou a esconder uma faca sob o carpete do carro dela.
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Durante as buscas e análise de publicações, a PMGO identificou que todas as fotografias em que ele aparecia fardado haviam sido produzidas por meio de ferramentas de IA. Ao confirmar que o suspeito jamais vestiu oficialmente o uniforme da corporação, a equipe policial o abordou quando ele tentou fugir, culminando em sua detenção imediata.

Encaminhado à Central Geral de Flagrantes, o homem foi autuado por desobediência e registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). As investigações prosseguem para apurar outras possíveis infrações, como uso indevido de fardamento e falsa apresentação como agente público.

Em entrevista à TV Anhanguera após a prisão, o suspeito admitiu ter criado as imagens com IA, mas alegou tê-las gerado apenas para auxiliar a ex-namorada na recuperação de um veículo no Pará. Ele negou ter obtido benefício financeiro com a identidade falsa e também refutou possuir arma de fogo, afirmando que a polícia entrou em sua casa sem mandado judicial.

A Polícia Civil vai aprofundar apurações sobre a suposta emissão de identidade funcional falsa e a prática de atos ilícitos baseados nessa identidade. Os equipamentos e dispositivos apreendidos serão periciados para verificar há quanto tempo as imagens eram divulgadas e se foram utilizadas em outras circunstâncias. Por determinação judicial, o indiciado permanecerá com tornozeleira eletrônica enquanto segue respondendo ao processo.