
Ex-presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento sobre polêmica da arma inativada (Foto: Instagram)
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele solicitou ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar uma arma registrada em seu nome. Segundo seus advogados, o equipamento havia sido deliberadamente inativado pela equipe de segurança, que retirou uma peça essencial por precaução devido aos possíveis efeitos dos medicamentos que Bolsonaro vinha usando.
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Em petição entregue ao STF na quarta-feira (17), os defensores de Bolsonaro confirmaram que ele buscou auxílio de um agente do GSI para restaurar a funcionalidade do armamento. Eles explicaram que a solicitação visava reverter a medida preventiva tomada sem prévio aviso, quando o componente vital foi removido por preocupação com a saúde do ex-presidente.
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A defesa argumenta que a iniciativa tinha o objetivo de reduzir riscos potenciais, tornando o armamento incapaz de disparar até que as reações aos remédios se estabilizassem, garantindo a segurança de Bolsonaro e de terceiros.
O documento também resgatou episódio de novembro de 2025, quando o ex-presidente recebeu atenção das autoridades após tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica. Naquela ocasião, os advogados atribuíram o comportamento a eventuais efeitos colaterais, que teriam provocado confusão mental e alterações na percepção de Bolsonaro.
A arma em questão, uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome do ex-chefe de Estado, estava programada para manutenção, mas foi apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar no Distrito Federal. Na fiscalização, os policiais constataram que o registro junto ao Exército estava em dia, mas não encontraram o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) nem a identificação do armamento no veículo.
Diante da irregularidade administrativa, a pistola foi recolhida e encaminhada para análise da Polícia Civil do Distrito Federal. A defesa informou ainda que não pretende pedir a devolução do equipamento enquanto Bolsonaro permanecer em prisão domiciliar.
Segundo nota da Polícia Militar do Distrito Federal, durante operação na rodovia DF-001, km 79, em Taguatinga, um militar do Exército que conduzia veículo oficial foi levado à 21ª Delegacia após ser encontradas, além da arma institucional, outra pistola sem documentação. O proprietário e a origem do armamento serão apurados pelas autoridades competentes.
Em comunicado, o GSI esclareceu que não presta segurança a ex-presidentes, incluindo Jair Messias Bolsonaro, e que o efetivo designado para essa proteção é indicado pelos próprios ex-ocupantes do Planalto, sem subordinação operacional ao órgão, conforme a Lei nº 7.474/86 e o Decreto nº 6.381/08. O gabinete apenas oferece capacitação e avaliação aos servidores e condutores envolvidos na segurança presidencial.








