
Viatura da Polícia Militar na zona leste de São Paulo (Foto: Instagram)
Dois homens apontados como suspeitos de envolvimento na tentativa de sequestro de uma criança em Guaianases, na zona leste de São Paulo, foram cercados e ameaçados por moradores. As imagens, registradas em vídeo, mostram a abordagem dos vizinhos logo após o episódio, que segue em apuração pela Polícia Civil.
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O caso ocorreu na tarde de terça-feira (16) na Rua Moreira Neto e foi flagrado por câmeras de segurança. Nas filmagens, um dos homens sai do banco traseiro de um táxi para abordar um menino de bicicleta na calçada, tentando arrastá-lo para dentro do veículo antes que o garoto reagisse.
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Ao perceber a tentativa, a criança resistiu e gritou por socorro, atraindo a atenção de pedestres e moradores nas proximidades. Eles correram para ajudar o menino, conseguiram puxar os suspeitos para fora do táxi e impediram que o plano de rapto fosse concluído.
Um novo vídeo compartilhado em redes sociais mostra um dos homens reconhecido pelos moradores como participante da ação. A Polícia Civil, contudo, ainda não divulgou a identidade oficialmente e continua trabalhando para confirmar o envolvimento dos indivíduos e esclarecer todas as circunstâncias do episódio.
Testemunhas também relataram à polícia ter visto veículos com características semelhantes em ocorrências suspeitas na região de Ferraz de Vasconcelos. Segundo moradores, houve pelo menos uma abordagem criminosa a outra criança, e as autoridades investigam se há conexão entre os fatos.
O taxista, cujo carro foi usado na ação, negou qualquer participação e disse ter sido vítima de coação. A esposa dele registrou boletim de ocorrência no 53º Distrito Policial, afirmando que o marido não tinha conhecimento da tentativa de sequestro.
A investigação está a cargo do 44º Distrito Policial de Guaianases, que revisa imagens de câmeras, colhe depoimentos de testemunhas e busca identificar formalmente os suspeitos. A Polícia Militar atendeu uma ocorrência de agressão no local, mas, ao chegar, os envolvidos já haviam deixado a área. Até o momento, não houve prisões, e as autoridades pedem que informações confiáveis sejam encaminhadas pelos canais oficiais.
