
“A órfã de SC”: golpista de 37 anos presa por se passar por adolescente de 12 anos (Foto: Instagram)
Investigadores da Polícia Civil de Santa Catarina obtiveram novos detalhes sobre a mulher de 37 anos que se passava por uma menina de 12 anos e ficou conhecida como ‘A órfã de SC’. A perícia realizada no celular da suspeita revelou um conjunto de buscas e documentos que indicam que ela pesquisava minuciosamente o comportamento a ser adotado para convencer famílias e instituições religiosas a lhe oferecer abrigo e apoio. O inquérito aponta que a acusada se aproveitava da boa-fé de igrejas e lares para aplicar os golpes.
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De acordo com relatos de quem acolheu a falsa adolescente, o histórico de navegação trazia pesquisas sobre como uma criança com autismo deveria se portar, roteiros de narrativas com forte apelo emocional e orientações para sensibilizar famílias evangélicas. O material sugere que a golpista planejava a construção de uma personagem capaz de despertar empatia e ganhar a confiança daqueles que ofereciam ajuda, facilitando assim a extração de dinheiro e recursos dos alvos.
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Além desses conteúdos, o aparelho registrou desenhos infantis criados pela suspeita, narrativas apelativas que reforçavam a fragilidade da persona e diversos links voltados ao público evangélico. Especialistas consultados pela Polícia Civil destacaram que o uso de ilustrações e histórias com forte carga emocional contribui para legitimar identidades fictícias. A perícia também constatou acessos frequentes a páginas com material adulto, informação incorporada à investigação.
Segundo as vítimas, a mulher adaptava personagens e alterava sua trajetória de vida de acordo com o perfil de cada pessoa que conhecia. O principal objetivo era obter abrigo, apoio financeiro e acolhimento emocional em igrejas, residências de famílias e instituições de assistência. Em alguns casos, ela chegou a receber doações em dinheiro, alimentos e objetos de valor antes de desaparecer e mudar completamente de identidade.
A acusada foi presa em Santa Catarina e é investigada pelos crimes de falsa identidade e estelionato. O caso ganhou repercussão nacional após surgirem indícios de que o mesmo golpe teria sido aplicado em diferentes estados do país. As autoridades trabalham para mapear possíveis vítimas em outras regiões e apurar se há participação da suspeita em esquemas semelhantes.
A defesa da mulher solicitou à Justiça a realização de exame de sanidade mental, informando que não irá comentar o mérito das acusações enquanto o inquérito estiver em andamento. Por outro lado, as vítimas esperam que outras pessoas que tenham sido enganadas procurem a polícia e colaborem com as investigações. O caso segue sob análise da Polícia Civil, que continua examinando os materiais apreendidos em busca de novas provas e vítimas.








