
Interdição e demolição parcial da Ponte do Esqueleto na divisa entre Limeira e Cordeirópolis (SP) após acidente fatal (Foto: Instagram)
A Ponte do Esqueleto, situada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo, começou a ser interditada e parcialmente demolida na manhã desta quarta-feira (17). A ação foi decretada poucos dias depois do acidente que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ao praticar rope jump na estrutura.
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A medida foi definida após reuniões entre representantes do governo federal, dos municípios envolvidos e órgãos jurídicos da União. Participaram das negociações a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e os prefeitos Murilo Félix (Limeira) e Cristina Saad (Cordeirópolis), com a finalidade de coibir novos acessos e prevenir incidentes semelhantes.
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Conforme acordado, a Prefeitura de Limeira irá reabrir a vala que dificultava o acesso ao local, obstáculo que havia sido fechado sem autorização municipal. Já a gestão de Cordeirópolis e a SPU se comprometeram a reforçar as contenções físicas e a instalar sinalizações de alerta para impedir a aproximação de visitantes.
Além da interdição, a SPU garantiu a implantação de barreiras físicas ao longo da ponte e placas informativas declarando que o equipamento faz parte do patrimônio da União e o acesso é proibido. As autoridades afirmam que continuam as discussões para uma solução definitiva, incluindo a conclusão do processo de demolição.
A Ponte do Esqueleto foi incorporada oficialmente ao patrimônio da União em maio deste ano. Segundo a SPU, não havia qualquer autorização federal para a realização de atividades esportivas no local, o que contribuiu para a decisão de restringir permanentemente a circulação na estrutura.
A vereadora Bruna Magalhães publicou imagens do bloqueio dos acessos, mostranto equipes trabalhando no local. Em suas redes, ela defendeu a intensificação da fiscalização e a manutenção de sinalização, afirmando: “Precisamos garantir que mais vidas não se percam aqui. Vou insistir na placa de interdição permanente.”
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas perdeu a vida ao ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros durante um salto de rope jump na chamada Trilha da Ponte do Esqueleto. De acordo com as investigações, a corda que deveria assegurar o salto não estava conectada adequadamente, e as tentativas de reanimação cardiopulmonar pelos presentes não evitaram o óbito no local.
O boletim de ocorrência relata que dois homens próximos à vítima tentaram fugir em direção à vegetação, motivando o acionamento de reforço policial e de uma aeronave da Polícia Militar para as buscas. A Polícia Civil concluiu que os envolvidos assumiram o risco do resultado fatal, configurando dolo eventual.
Três funcionários da empresa responsável pelos saltos foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Após audiência de custódia no domingo (14), as prisões foram convertidas em preventivas, e o inquérito segue em andamento para elucidar todos os detalhes do caso.
