
Peças de quebra-cabeça coloridas formam um coração em referência ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). (Foto: Instagram)
Uma mãe de Santos registrou queixa na Polícia Civil após suspeitar que seu filho de 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), vinha sofrendo maus-tratos em sala de aula. Segundo ela, a profissional de apoio escolar teria orientado o menino a bater a cabeça contra a parede e praticado outras condutas consideradas abusivas. O caso motivou abertura de inquérito e, conforme informado pela Secretaria Municipal de Educação, a servidora envolvida foi desligada da unidade.
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A denúncia refere-se à Unidade Municipal de Ensino Prof. Waldery de Almeida, localizada no bairro Santa Maria, em Santos. A mãe decidiu instalar um gravador de voz na mochila do filho depois de notar mudanças drásticas no comportamento da criança: ele passou a demonstrar medo, ansiedade e inquietação nas idas à escola. O dispositivo teria captado trechos de conversas que comprovariam, segundo a família, as atitudes inadequadas da profissional de apoio.
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De acordo com o relato formalizado, os áudios revelaram que a funcionária ironizava as formas de comunicação do menino e demonstrava impaciência constante, chegando a reproduzir sons e gestos de maneira debochada. Em diversos momentos, ela teria mandado o estudante, que é autista não verbal, repetir que dormiria ou até deitar-se para “não atrapalhar” os demais alunos, sugerindo ainda que ele causava incômodo. Essas atitudes foram interpretadas pela família como humilhação e constrangimento em ambiente escolar.
Em resposta às acusações, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) destacou que a profissional atuava como Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (PAEI), cargo responsável por acompanhar alunos de Educação Especial, e não como professora regente. A pasta ressaltou que, diante das denúncias, a servidora foi imediatamente afastada e submetida aos procedimentos internos administrativos, enquanto aguarda desdobramentos do inquérito policial.
A Prefeitura de Santos informou que acionou o protocolo de acolhimento à família, oferecendo apoio psicológico e acompanhantes para auxiliar nos trâmites legais. Também encaminhou o caso aos setores jurídico e de recursos humanos, além de acompanhar as investigações para eventual aplicação de sanções disciplinares. Em nota, a Seduc frisou que repudia qualquer conduta que importe em violação dos direitos dos estudantes, principalmente daqueles que integram a Educação Especial.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a ocorrência foi inicialmente registrada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos e posteriormente remetida ao 5º Distrito Policial do município, responsável pelas apurações. A mãe da criança foi orientada a fornecer documentos, as gravações e eventuais testemunhas para auxiliar os investigadores na coleta de provas e elucidação completa dos fatos.








