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Guilherme Torres da Silva morre quase um ano após intoxicação por metanol em bebida adulterada


Jovem de 22 anos não resiste às sequelas de intoxicação por metanol e morre após 10 meses (Foto: Instagram)

Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, faleceu no último domingo (14), cerca de dez meses depois de sofrer uma grave intoxicação por metanol ao consumir um gin adulterado em agosto de 2025. O jovem, que passou por longos meses de internação e reabilitação, não resistiu às sequelas provocadas pela substância que causou diversos choques no organismo e afetou permanentemente sua saúde.

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A repercussão nacional da história foi impulsionada pela intensidade das complicações e pela mobilização da família para manter os seguidores atualizados. A confirmação do óbito foi divulgada no perfil “Cura do Metanol”, criado pelos parentes para documentar cada passo do tratamento de Guilherme. Na postagem de despedida, a família expressou gratidão pelo apoio recebido e publicou uma mensagem emocionada ao declarar: “Voe em direção ao paraíso, meu anjo, liberte-se! Seu sofrimento acabou, você foi forte demais, seu legado continua, sua história jamais vai ser apagada. Descanse em paz”.

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Morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, Guilherme foi internado em 24 de agosto de 2025, após ingerir doses do gin contaminado. A intoxicação por metanol provocou várias paradas cardíacas e levou-o a perder totalmente a visão. Depois de quase um mês em estado crítico, ele iniciou um extenso processo de reabilitação neurológica em centros especializados, na esperança de recuperar algumas funções motoras e sensoriais comprometidas.

Na semana passada, o jovem voltou a ser hospitalizado em consequência de complicações pulmonares severas. Apesar dos esforços da equipe médica, o quadro se agravou rapidamente e Guilherme não resistiu. Em nova publicação nas redes sociais, a família agradeceu às centenas de pessoas que contribuíram com doações, mensagens de apoio e presença no velório. Eles também lembraram com carinho do filho de Guilherme, ressaltando que “ele deixou um filho lindo que vai transmitir sua presença em nossas vidas. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças”.

O caso ainda está sob investigação. Dados da Secretaria de Saúde de São Paulo apontam 54 ocorrências de intoxicação por metanol registradas desde 2025, com pelo menos 12 vítimas fatais após o consumo de bebidas adulteradas. Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda a documentação oficial sobre o óbito de Guilherme para confirmar se a morte está diretamente ligada às sequelas da intoxicação sofrida no ano passado. Somente após a conclusão dos exames periciais será possível atestar oficialmente a relação entre o incidente e o falecimento.

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