Caso Master: mensagens apontam suposta rede de espionagem ligada a Daniel Vorcaro

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Executivo aparece em imagem enquanto investigação da PF avança (Foto: Instagram)

Novas conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro vieram à tona nesta terça-feira e foram juntadas ao inquérito da Polícia Federal, reforçando a suspeita de que o ex-controlador do Banco Master mantinha um esquema paralelo de obtenção de dados sigilosos. O material sugere a existência de uma estrutura organizada além dos crimes financeiros inicialmente investigados, dedicada a monitorar adversários e colher informações reservadas em benefício do empresário. A divulgação agrava a pressão sobre Vorcaro e amplia o escopo das apurações no âmbito federal.

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De acordo com a PF, o grupo seria formado por diferentes núcleos, incluindo policiais, hackers e operadores encarregados de invadir contas, vasculhar sistemas restritos e oferecer suporte técnico e logístico. À frente dessa rede estaria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”, apontado como articulador das ações e distribuidor dos recursos necessários para cada etapa da operação sigilosa. As comunicações revelam pormenores da divisão de tarefas e da coordenação entre os envolvidos, configurando, segundo os investigadores, uma estrutura de espionagem permanente.

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Entre os fatos citados pela Polícia Federal estão consultas ilegais a bancos de dados oficiais, obtenção de relatórios protegidos por sigilo profissional, falsificação de documentos para coletar informações e tentativas de pressionar figuras consideradas inconvenientes ao empreendimento de Vorcaro. O inquérito menciona ainda ações para interferir em investigações em curso, por meio da exclusão ou alteração de evidências, e campanhas orquestradas para difamar críticos do esquema, visando neutralizar qualquer risco à continuidade dos negócios do ex-controlador.

As revelações chegam em momento sensível para Daniel Vorcaro. Seu segundo pedido de colaboração premiada foi rejeitado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, o que cancelou uma possível delação com benefícios judiciais. Além disso, o Supremo Tribunal Federal manteve as prisões preventivas de familiares próximos ao empresário, reforçando a avaliação de que subsistiriam ameaças de obstrução das investigações caso os envolvidos ganhassem liberdade.

Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro reiterou que não há qualquer indício de ilegalidade em suas ações ou em suas comunicações profissionais. Os advogados afirmam que as mensagens foram mal interpretadas e resultam de relacionamentos estritamente legais, negando a existência de um “grupo clandestino” e classificando as conclusões da investigação como baseadas em suposições equivocadas.

Apesar dos argumentos apresentados pelos defensores, a Polícia Federal mantém a convicção de que a suposta organização tinha capacidade efetiva de intimidar desafetos, acessar informações sigilosas e influenciar o curso de investigações. Por esse motivo, os agentes continuam a recomendar a manutenção da prisão preventiva de Daniel Vorcaro, sob o fundamento de garantir o bom andamento do processo e evitar riscos de novas tentativas de interferência.