Atestado de óbito confirma causa da morte de jovem em rope jump

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Maria Eduarda, 21, morre em rope jump na Ponte do Esqueleto (Foto: Instagram)

O Portal Bacci Notícias teve acesso ao documento oficial de constatação de óbito de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), no sábado, 13 de fevereiro. O registro médico aponta que seu falecimento foi declarado às 10h10, pouco depois do acidente durante a prática da atividade radical.
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No atestado, consta que a jovem sofreu uma queda de aproximadamente 27 metros. A ficha também registra que, no momento da avaliação feita pela equipe de resgate, as pupilas de Maria Eduarda estavam dilatadas. Ainda segundo o documento, foi iniciada uma ressuscitação cardiopulmonar (RCP) para tentar manter a circulação de sangue e oxigênio após a parada cardiorrespiratória.
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Especialistas em saúde explicam que a dilatação das pupilas pode indicar comprometimento neurológico grave, como traumatismo craniano ou aumento da pressão intracraniana. Esses sinais são comuns em impactos de alta energia, mas apenas exames periciais e laudos complementares poderão confirmar quais lesões ocorreram e a causa exata do óbito de Maria Eduarda.

A investigação da Polícia Civil apurou que a jovem não estava conectada ao sistema de segurança no momento do salto. A atividade havia sido organizada por uma empresa especializada em rope jump, mas os responsáveis não perceberam que Maria Eduarda ainda não estava presa ao equipamento essencial para garantir a sustentação durante o salto de quase 27 metros.

Após a queda, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram rapidamente ao local e iniciaram os primeiros socorros. Mesmo com o esforço dos socorristas, a jovem não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto e teve a morte confirmada no local.

Horas antes do acidente fatal, Maria Eduarda havia postado em suas redes sociais imagens e vídeos mostrando sua chegada ao evento e os preparativos para o salto. Entre as publicações, havia registros feitos na própria Ponte do Esqueleto, pouco antes da tragédia.

Três instrutores envolvidos na atividade foram detidos em flagrante logo após o incidente. São eles Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Todos tiveram prisão preventiva decretada por homicídio com dolo eventual, já que assumiram o risco de produzir a morte.

Na terça-feira, 16, o trio foi transferido do Centro de Detenção Provisória de Piracicaba para o CDP II de Guarulhos, na Grande São Paulo. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e reunindo provas para esclarecer todas as circunstâncias do que levou à morte de Maria Eduarda.