Vídeo mostra que acusado pela morte de Maria Eduarda realizou salto da Ponte do Esqueleto com criança

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Instrutores presos por morte em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de São Paulo identificou nesta segunda-feira (15) os três instrutores presos preventivamente pela morte de Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). Entre os detidos está o bombeiro civil Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, que ironicamente exibia em seu perfil nas redes sociais as palavras “Segurança e Técnica”.
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Na tarde de segunda-feira, a Polícia Civil divulgou os nomes dos três profissionais acusados de homicídio com dolo eventual, modalidade em que se assume o risco de morte sem intenção direta de matar. O acidente ocorreu no último sábado (13), quando Maria Eduarda foi lançada de mais de 40 metros de altura sem o uso adequado das cordas de segurança.
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As investigações apontam que, no vídeo do acidente, os três aparecem preparando e conduzindo o salto que terminou na queda fatal da jovem. Outros três integrantes do grupo foram ouvidos pela polícia e liberados por não terem participação direta no procedimento que levou à morte de Maria Eduarda. O trio preso segue detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba enquanto aguardam conclusão do inquérito.

Entre os acusados, o nome que mais chama a atenção é o de Luis Felipe Feliciano Egoroff. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, ele atuava como bombeiro civil e divulgava em seu Instagram vídeos de saltos na própria Ponte do Esqueleto. Na descrição do perfil, constavam referências ao rope jumping, rapel e ao lema: “Segurança, Técnica e Experiência”, acompanhado de um emoji de cadeado, reforçando sua imagem profissional.

O perfil de Egoroff ganhou repercussão ao exibir um salto inusitado em que ele aparece abraçado a uma criança, que aparenta ter menos de 10 anos de idade. Nesta ocasião, ambos utilizaram equipamentos de proteção, como cordas duplas e mosquetões adequados, diferenciais que não foram observados no salto que resultou na tragédia de Maria Eduarda. O vídeo se tornou alvo de críticas por expor menores a atividades de risco.

Por enquanto, os três instrutores continuam recolhidos no CDP de Piracicaba, e a Polícia Civil de São Paulo segue apurando responsabilidades no caso. A investigação busca esclarecer se houve falha no procedimento de instalação dos equipamentos, eventual imprudência dos instrutores e por que as cordas de segurança não foram devidamente fixadas no salto fatal.