
Acidente fatal no rope jump reacende alerta sobre segurança na Ponte do Esqueleto (Foto: Instagram)
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que despencou de aproximadamente 40 metros durante um salto de rope jump no último sábado (13), reascendeu o alerta sobre o histórico de acidentes na chamada Ponte do Esqueleto, situada entre Limeira e Cordeirópolis (SP). Desativada há cerca de 30 anos, a estrutura já acumulava incidentes graves desde 2017.
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A antiga ponte, erguida na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy em área rural do interior de São Paulo, ganhou repercussão internacional após o último acidente. Segundo reportagens, a prática de modalidades de aventura, como rope jump, escalada e rapel, atraiu cada vez mais esportistas, mesmo após três décadas sem uso oficial da estrutura.
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O primeiro registro grave ocorreu em 2017, quando um praticante de rapel sofreu queda de cerca de 10 metros após o rompimento do cabo de segurança. Na ocasião, ele fraturou membros inferiores, mas sobreviveu e recebeu atendimento de emergência no local.
Em 2020, outra ocorrência de rope jump resultou em ferimentos em uma mulher que colidiu contra as pilastras da ponte ao saltar. O impacto deixou marcas significativas, mas a vítima conseguiu se recuperar após dias de internação.
O ano de 2024 marcou o primeiro óbito na ponte. A ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, moradora de Rio Claro (SP), perdeu o equilíbrio ao se aproximar da proteção considerada baixa durante um passeio de bicicleta com o marido e amigos, caindo de uma altura estimada em 15 metros. Kelly não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Em 31 de agosto de 2025, duas mulheres, de 22 e 24 anos, sofreram múltiplas fraturas depois que a corda utilizada em um rope jump duplo excedeu os 31 metros de queda segura. Com a extensão incorreta, o equipamento não suportou a tensão, e elas despencaram até o solo, ficando internadas em estado grave antes de se recuperarem.
Na atual investigação sobre a morte de Maria Eduarda, a Polícia Militar aponta falha nos procedimentos de segurança: testemunhas afirmam que a corda não foi conectada corretamente antes do salto. Equipes de resgate chegaram rapidamente, mas a jovem não resistiu. A Justiça decretou prisão preventiva para três organizadores do salto, indiciados por homicídio com dolo eventual.
