
PGR recusa segunda delação de Daniel Vorcaro (Foto: Instagram)
A Procuradoria-Geral da República encerrou a tentativa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro de firmar um acordo de delação premiada, alegando que a proposta não trouxe informações inéditas nem garantias de devolução de recursos. Preso em Brasília, Vorcaro é investigado por suspeita de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode ter causado prejuízos de até R$ 12 bilhões.
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A decisão da PGR foi oficializada nesta segunda-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal, onde o caso tramita. O procurador-geral Paulo Gonet e a equipe do Ministério Público Federal consideraram que a colaboração apresentada não agregou dados novos, seguindo a linha do posicionamento anterior da Polícia Federal, que já havia recusado a proposta na semana passada.
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Para a PGR, os elementos trazidos por Vorcaro eram aqueles já conhecidos pelos investigadores, sem qualquer acréscimo relevante às apurações. Sem novas pistas ou provas, a proposta deixou de preencher o requisito básico para a celebração de delações premiadas.
Outro ponto decisivo para a rejeição foi a inexistência de um compromisso efetivo de devolução dos valores supostamente desviados. A restituição de recursos é avaliada como fundamental em acordos de colaboração que envolvem crimes financeiros, garantindo a reparação dos danos causados.
Ainda detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro segue sob custódia enquanto as investigações prosseguem. A PF o identifica como o suposto mentor do esquema de fraudes, estimado em até R$ 12 bilhões, e trabalha para mapear a participação de outros envolvidos.
Após a negativa à segunda proposta de delação, a Polícia Federal pediu a transferência de Vorcaro para o Complexo Penitenciário da Papuda. Os investigadores alegam que a permanência dele na unidade policial pode prejudicar o curso das apurações. O relator do caso no STF, ministro André Mendonça, vai analisar o pedido, e a PGR ainda terá de se manifestar sobre a solicitação.
