
Instrutores e participante se preparam para salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). (Foto: Instagram)
A defesa dos três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, protocolou pedido de liberdade provisória no Tribunal de Justiça de São Paulo. A jovem faleceu no sábado passado após despencar de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). Segundo os advogados, ela foi lançada sem o uso de cordas de segurança adequadas, o que teria provocado a queda fatal.
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O evento contava com 90 participantes agendados para saltar. Conforme a defesa, Maria Eduarda foi a 17ª a pular, e os 16 saltos anteriores transcorreram sem intercorrências. Imediatamente após a tragédia, os organizadores interromperam a sequência de descidas para apurar o que desencadeou o acidente.
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Na petição de revogação da prisão preventiva, os defensores afirmam não estar claro de quem foi a responsabilidade pelo engate que se soltou, resultando no rompimento do equipamento. Eles ressaltam que todos os cabos, mosquetões e freios de segurança são submetidos a dupla verificação antes de cada salto, conforme protocolos adotados pela equipe.
Testemunhas presentes no local — mais de 40 pessoas, incluindo curiosos e participantes — registraram imagens do instante da queda. Entre elas estava o namorado da vítima, que acompanhava o salto e entrou em estado de choque ao presenciar o acidente. Após o ocorrido, ele recebeu atendimento emocional no ponto de apoio.
Os três instrutores seguem detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, acusados de homicídio com dolo eventual, circunstância em que se assume o risco de causar a morte sem intenção direta de matar. A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou a permanência da custódia dos envolvidos enquanto o processo avança.
Os advogados reforçam que não há indícios de fuga ou destruição de provas por parte dos acusados e que a liberdade provisória seria adequada, já que os profissionais, segundo eles, sempre atuaram dentro das normas de segurança estipuladas para atividades de alto risco.
A tragédia reacendeu o debate sobre a necessidade de regulamentação mais rigorosa e fiscalização efetiva de esportes radicais realizados em estruturas como pontes e viadutos, exigindo medidas preventivas para evitar novos episódios semelhantes.








