
Tragédia no rapel da Gruta do Spar (Foto: Instagram)
No domingo, 14 de abril, uma mulher de aproximadamente 59 anos perdeu a vida ao despencar enquanto praticava rapel na Gruta do Spar, em Inoã, distrito de Maricá (RJ). A altura do paredão alcança cerca de 40 metros, e testemunhas relatam que o equipamento de segurança pode ter falhado no momento da descida. O incidente gerou comoção e trouxe novamente à tona a discussão sobre protocolos em esportes de aventura.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente, mas ao chegar ao local a equipe constatou que a vítima já não apresentava sinais vitais. Os militares realizaram o içamento do corpo, que foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São Gonçalo. A ocorrência foi registrada e está sob investigação da 82ª DP de Maricá, onde já foram coletadas provas periciais no local e no material de rapel, além dos primeiros depoimentos de testemunhas.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A Gruta do Spar funcionava como mina de extração de malacacheta e feldspato até ser desativada há mais de 50 anos. Hoje, o espaço é procurado por aventureiros por oferecer uma galeria vertical de cerca de 40 metros, com vegetação típica da Mata Atlântica ao redor e um lago natural em seu interior. Apesar da beleza cênica, a topografia íngreme e o solo rochoso impõem riscos consideráveis aos praticantes.
Esse episódio chocou ainda mais ao ocorrer um dia depois da morte de Maria Eduarda, jovem que sofreu um acidente durante a prática de rope jump em Limeira (SP). Nos dois casos, a velocidade e a força da queda foram fatais, sem tempo hábil para qualquer manobra de resgate durante a atividade. A sequência de tragédias trouxe à tona a urgência de regras mais rígidas e de supervisão especializada nesses esportes.
O acesso ao interior da gruta exigiu técnicas de salvamento em altura, já que o terreno acidentado e a densa vegetação impediam o uso de equipamentos convencionais. Segundo o Corpo de Bombeiros, foi preciso içar o corpo da vítima através de cordas e polias, processo considerado delicado devido ao ângulo dos paredões e à profundidade do desnível.
Em depoimento à Polícia Civil, testemunhas descreveram que todo o procedimento até a queda seguia padrões habituais, sem indícios prévios de falha. Agora, peritos da 82ª DP analisam o material de rapel apreendido para descobrir se houve desgaste na corda, falha nos mosquetões ou erro humano. A família aguarda a liberação do corpo após os exames de necropsia, enquanto atletas e autoridades pedem inspeções regulares e normas mais severas para evitar novas vítimas.
