
Integrante nega fuga e admite lapsos em tragédia de rope jump que matou jovem em Limeira (Foto: Instagram)
A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto em Limeira (SP), trouxe à tona falhas graves nos protocolos de segurança. Um dos integrantes da equipe foi ouvido pela polícia local e negou ter tentado fugir do local após o acidente, garantindo que permaneceu na ponte para acompanhar todo o atendimento de emergência.
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Segundo o depoente, assim que percebeu que algo havia dado errado, ele desceu da plataforma e permaneceu ao lado das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foi acionado imediatamente. Ele afirmou que os profissionais de saúde não precisaram realizar manobras de ressuscitação, pois aguardavam instruções, e enfatizou não lembrar exatamente como a vítima foi liberada para saltar sem a conferência prévia dos equipamentos de segurança.
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Durante o interrogatório, o colaborador explicou que, em cada salto, ou ele ou um colega identificado como Felipe faziam a fixação das cordas de sustentação. Conforme relatado, Felipe era responsável por esse encaixe em cerca de 99% das ocasiões, enquanto ele desempenhava atividade de apoio. Mesmo assim, afirmou não se lembrar do momento exato em que deveria ter colocado o equipamento em Maria Eduarda, caracterizando um lapso crítico antes do salto fatal.
Em outro trecho do depoimento, ele detalhou que o rope jump utiliza dois dispositivos de proteção interligados por mosquetões: uma cadeirinha fixada na cintura e um peitoral preso ao tronco. Ambos os componentes devem ser conectados a uma corda robusta, de forma visível, para reduzir ao máximo o risco de desprendimento. Segundo o investigado, o sistema prevê essa dupla ancoragem justamente para evitar falhas catastróficas.
O funcionário ressaltou que o protocolo estabelece que, já na borda da ponte, o participante receba as últimas orientações e seja monitorado pelos instrutores até o salto. Contudo, admitiu não conseguir explicar como Maria Eduarda chegou a saltar sem estar totalmente presa aos equipamentos, segundo as normas de segurança adotadas pela empresa responsável pela atividade.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu no sábado (13), após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem conexão ao sistema de segurança que deveria sustentá-la. Apesar do socorro rápido do Samu, a jovem não resistiu ao impacto. Poucas horas antes da tragédia, ela havia compartilhado em suas redes sociais registros dos bastidores do evento e dos preparativos para o rope jump.








