
Helicóptero destruído entre veículos no local da colisão aérea no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro (Foto: Instagram)
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) investiga se o helicóptero envolvido na colisão aérea que matou seis pessoas no Rio de Janeiro estava sendo usado para transporte clandestino de passageiros. Em apuração preliminar, a aeronave não tinha autorização para operar como táxi aéreo, estando credenciada apenas para voos particulares do proprietário e de convidados por ele.
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A colisão ocorreu no último domingo (14) no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando dois helicópteros se chocaram em plena operação. O acidente resultou na morte dos pilotos e de quatro passageiros. Entre as vítimas estavam o cantor norte-americano Oliver Tree, o influenciador argentino Gaspi, o produtor musical Lucas Frota, o cineasta argentino Lucas Vignale e o piloto Alexandre Souza.
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Segundo o levantamento inicial da Anac, uma das aeronaves não dispunha de certificação para transporte remunerado, mas carregava cinco pessoas a bordo, incluindo personalidades ligadas ao entretenimento e à produção audiovisual. Conforme as normas vigentes, o modelo estava autorizado exclusivamente para deslocamentos privados, restritos ao proprietário e convidados indicados por ele. As investigações também apontam que a empresa proprietária já havia sido alvo de suspeitas semelhantes em março de 2025, quando a Anac instaurou procedimento para verificar uso irregular em operações comerciais e aplicou multa de R$ 8 mil após não receber as respostas solicitadas.
Em nota, a Anac destacou que não há prazo definido para conclusão das análises, pois o andamento do processo depende de retorno formal dos responsáveis e de avaliações técnicas detalhadas. “Não é possível definir neste momento quanto tempo durará esse trabalho de investigação, visto que depende do recebimento de respostas dos interessados e respectivas análises técnicas para emissão de parecer final e adoção das providências administrativas cabíveis, se houver”, afirmou a agência.
A outra aeronave envolvida, registrada sob o prefixo PR-DJJ, seguia para a região serrana fluminense e transportava o piloto Charles Marsillac, que também morreu no acidente. As apurações indicam que esse helicóptero participava de um esquema de prestação de serviço em contrato com a Prefeitura do Rio de Janeiro, configuração considerada irregular pela Anac dentro das atuais regras da aviação civil.
O proprietário do primeiro helicóptero, Maurício da Cunha e Silva, não se manifestou sobre as suspeitas de transporte clandestino. A Prefeitura do Rio de Janeiro também foi questionada sobre o contrato de serviços aéreos, mas não apresentou resposta até o momento.
