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Governo Federal se pronuncia após morte em rope jump e revela detalhes sobre Ponte do Esqueleto


Fim trágico na Ponte do Esqueleto: jovem de 21 anos perde a vida em rope jump em Limeira (SP) (Foto: Instagram)

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), levou o Governo Federal a se manifestar oficialmente neste domingo (15). Em nota, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) destacou que nunca autorizou atividades esportivas no local e que vinha defendendo restrições ao acesso antes do acidente. A declaração foi divulgada logo após a Justiça converter em prisão preventiva os três homens apontados pela Polícia Civil como responsáveis pela operação no dia da tragédia.

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A SPU explicou que a Ponte do Esqueleto integra um trecho ferroviário que nunca saiu do papel pela antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estando situada em propriedades privadas e sem autorização federal para sediar eventos ou esportes. Apesar de só ter sido incorporada ao patrimônio da União em 2026, o órgão afirma que, desde 2024, vinha solicitando apoio das administrações municipais para vedar o acesso de visitantes. Segundo o texto oficial, houve tentativas de bloqueio do local, mas a reabertura foi discutida na Câmara Municipal de Limeira e apoiada por empresários locais.

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Horas antes da resposta do Governo Federal, a Prefeitura de Limeira anunciou que vai acionar judicialmente a União por suposta omissão na fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte. Em nota, o prefeito Murilo Félix afirmou que o Executivo municipal encaminhou desde o início de 2025 diversos ofícios às autoridades federais alertando sobre os riscos, mas não obteve providências concretas. Para ele, a falta de medidas contribuiu diretamente para a ocorrência da tragédia.

O acidente aconteceu na manhã de sábado (14), quando Maria Eduarda participava de uma modalidade conhecida como “aviãozinho”. Nesse salto, o praticante é sustentado horizontalmente antes do lançamento, mas, de acordo com a apuração inicial, a corda de segurança não estava fixada ao equipamento utilizado pela jovem. Ela despencou de cerca de 40 metros e faleceu no local. Vídeos gravados por testemunhas mostram o instante em que as pessoas percebem a ausência da amarra de segurança e gritam segundos antes da queda.

Os três suspeitos – Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 – tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. Em depoimento, alegaram ter sofrido um “apagão” e não souberam explicar como ocorreu a falha na fixação. A delegada Andréa Dantas Levy, responsável pelas investigações, contestou a versão: “A corda é grossa. Eram duas cordas que deveriam ter sido colocadas, e não foi colocada nenhuma”. Inicialmente, eles vão responder por homicídio com dolo eventual.

Nas horas que antecederam o salto, Maria Eduarda compartilhou em suas redes sociais imagens do preparo para a aventura, comentando de forma descontraída: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???” Pouco depois, a jovem perdeu a vida diante de dezenas de testemunhas, em um episódio que chocou a cidade de Limeira e provocou repercussão nacional.

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