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Enfermeira que atendeu Maria Eduarda descreve diálogo emocionado após queda fatal


Preparativos para o salto de “aviãozinho” na Ponte do Esqueleto sem corda de segurança (Foto: Instagram)

A enfermeira que prestou os primeiros socorros a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, contou que a jovem ainda apresentava sinais vitais quando foi encontrada, após cair de cerca de 40 metros da chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo. O acidente ocorreu no último sábado (13) durante uma atividade de rope jump e, conforme apura a Polícia Civil, a corda de segurança não foi presa ao equipamento de Maria Eduarda, levando-a à morte no local.
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A profissional relatou que precisou descer por uma ribanceira usando apenas uma corda de apoio e que suas mãos ficaram cheias de barro e machucadas. “Eu ralei toda a minha mão, porque lá é uma ribanceira e aí tem só uma corda para a gente descer. Eu estava toda cheia de barro”, disse a enfermeira. Ao chegar junto à vítima, ela percebeu difícil situação, mas constatou vida: respiração ofegante, pupilas dilatadas e um pulso fraco, porém presente.
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Durante o atendimento, a enfermeira tentou manter Maria Eduarda consciente e tranquila. “Eu ainda conversei com ela. Eu tenho mania de brincar e falar que ninguém morre no meu plantão. E ainda falei para ela: ‘Duda, ninguém morre no meu plantão’”, relatou, referindo-se ao apelido da vítima. Apesar dos esforços, a jovem não resistiu e faleceu no mesmo ponto em que foi encontrada.

O acidente ocorreu na modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o participante é apoiado horizontalmente antes do lançamento. Imagens captadas por espectadores mostram o momento em que os orientadores se preparam para soltar Maria Eduarda e, segundos depois, as pessoas percebem que a corda de segurança não foi fixada. É possível ouvir gritos de alerta pouco antes da queda de aproximadamente 40 metros.

A Polícia Civil prendeu preventivamente três responsáveis pela operação: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27; e Maicon Fernandes Cintra, de 42. Inicialmente detidos em flagrante, eles afirmaram ter sofrido um “apagão” e não conseguir explicar como a jovem foi lançada sem o equipamento. A delegada Andréa Dantas Levy questionou a versão, ressaltando que, num esporte de alto risco, deveriam ter sido usadas duas cordas grossas e feito múltiplas checagens.

O caso está classificado como homicídio com dolo eventual, modalidade em que se assume o risco de produzir o resultado. A investigação ainda analisa imagens do local e busca uma câmera GoPro que a própria Maria Eduarda teria levado durante o salto, na esperança de esclarecer os instantes que antecederam o acidente.

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