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Empresária aponta falhas em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto um dia antes da tragédia


Empresária Thais Macedo confessa receio após rope jump na Ponte do Esqueleto em Limeira (SP) (Foto: Instagram)

A empresária Thais Macedo saltou de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), na sexta-feira (12), um dia antes da queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos. Em entrevista ao portal Bacci Notícias, ela relatou ter observado diversas situações que a deixaram apreensiva quanto à segurança da atividade, apesar de inicialmente se sentir confiante nos procedimentos da equipe.

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Thais contou que cerca de 40 pessoas participaram dos saltos no dia 12, incluindo adolescentes e crianças. Ela disse ter pedido pelo menos cinco conferências do equipamento antes de se lançar, e que vários funcionários checaram o fecho da corda. Também mencionou a modalidade “aviãozinho”, em que orientam a abrir os braços antes do lançamento, e que, em certa altura, a equipe passava sensação de segurança ao conversar para aliviar o medo da altura.

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O relato mais alarmante veio quando Thais e o namorado viram dois funcionários improvisando o conserto de uma corda com silver tape e um pedaço de outra corda. Ela afirma que questionou o uso daquele equipamento e que, após o pedido, a corda não foi reaproveitada. “Ficamos com medo de que ela arrebentasse no salto”, disse a empresária, que notou conversas em tom de cochicho sem explicações sobre o ocorrido.

Ao tomar conhecimento da morte de Maria Eduarda no sábado (13), Thais confessou ter ficado “trêmula e incrédula”. “Poderia ter sido comigo ou com qualquer outra pessoa que saltou horas antes. Só agradeci a Deus pelo livramento e pedi proteção”, lamentou. Ela acusou o serviço de “irresponsável” e criticou o fato de diversos profissionais não perceberem que a vítima estava sem o equipamento de segurança conectado.

A principal linha de investigação da Polícia Militar aponta para falha no procedimento de segurança, com a corda não encaixada corretamente, o que pode ter provocado a queda de aproximadamente 40 metros. Após o acidente, equipes de resgate prestaram atendimento, mas a jovem não resistiu aos ferimentos. Três homens responsáveis pela atividade tiveram prisão em flagrante ratificada e foram indiciados por homicídio com dolo eventual, enquanto outros três prestaram esclarecimentos e foram liberados.

Thais Macedo questionou como a empresa, que afirma realizar saltos com frequência e priorizar a segurança, deixou escapar um erro tão grave. “Eles dizem prezar pela segurança, mas houve falta de atenção. A Eduarda tinha a vida inteira pela frente e não merecia esse fim abrupto.”

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