
Tragédia em Limeira: salto de rope jump resulta em morte na Ponte do Esqueleto (Foto: Instagram)
No último sábado (13), uma jovem de 21 anos morreu após cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A vítima, identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, despencou de cerca de 40 metros e não resistiu aos ferimentos. O caso está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo, que já decretou a prisão preventiva de três pessoas envolvidas na organização da atividade.
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Em entrevista ao portal acidade on, o presidente da Associação Brasileira de Rope Jump (ABRJ), Marco Antonio de Campos Gonçalves Junior, o Marco Jota, afirmou que a prática no local já ocorria há anos sem exigência de autorização formal. Segundo ele, a empresa responsável pelos saltos costumava contar com apoio de policiais militares e guardas civis municipais, mas nunca houve exigência de licenciamento específico para a modalidade. O dirigente ressaltou que não existe proibição expressa para rope jump na estrutura. A Prefeitura de Limeira e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foram procuradas, mas não se manifestaram até o momento.
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Marco Jota também detalhou que sua agência, a Rope Trips, já promoveu dezenas de encontros no local, com média de 70 a 80 saltos por evento, distribuídos entre 8h e 17h. Com isso, afirmava-se que centenas de aventuras verticais foram realizadas na ponte ao longo dos anos. Em diversas ocasiões, imagens dos saltos foram divulgadas nas redes sociais e em portais de notícias, inclusive com a participação de figuras públicas e influenciadores.
Após a tragédia, a empresa cancelou um evento que estava marcado para o dia 4 de julho na mesma estrutura. De acordo com o presidente da ABRJ, o acidente expôs a falta de protocolos operacionais mais rígidos, falhas na coordenação logística e possível excesso de participantes em um único turno de saltos, o que poderia ter comprometido a segurança.
A queda fatal de Maria Eduarda reacendeu o debate sobre regulamentação e segurança em esportes radicais praticados em espaços públicos. Enquanto familiares aguardam o resultado da perícia, a população de Limeira acompanha de perto o desenrolar das investigações.
A Polícia Civil mantém as apurações no 3º Distrito Policial de Limeira para determinar se houve negligência, falha técnica ou descumprimento das normas de segurança pelos responsáveis pelo evento. As prisões preventivas seguem vigentes até a conclusão do inquérito.








