Novos detalhes sobre a falsa adolescente no caso ‘A Órfã de SC’

Posted by


Amanda Souza, de 37 anos, é presa em SC suspeita de fingir ter 12 anos para receber acolhimento (Foto: Instagram)

Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, foi detida em Santa Catarina sob suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos para obter acolhimento de uma família local. Batizada pela imprensa de ‘A Órfã de SC’, ela afirmou à polícia que faz tratamento psiquiátrico desde a adolescência e que já esteve internada em diferentes unidades de saúde mental no Ceará. O caso ganhou repercussão nacional ao revelar um suposto engano que durou mais de um ano, envolvendo uma série de contradições que levaram à descoberta de sua verdadeira idade. As inconsistências nos relatos de Amanda foram identificadas pela própria família acolhedora, que acionou as autoridades após notar discrepâncias em sua história.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Em depoimento exibido pela TV Record, Amanda detalhou que iniciou seu acompanhamento médico ainda na adolescência, quando enfrentou crises de ansiedade e depressão. Segundo ela, parte desse tratamento foi feita no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Horizonte, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, onde passou por sessões de terapia e utilização de medicamentos controlados. Além disso, a presa relatou ter recebido atendimento e sido internada no Hospital de Saúde Mental de Messejana, uma das principais unidades especializadas em psiquiatria na capital cearense, para monitoramento de transtornos psicológicos.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A defesa de Amanda deve solicitar a realização de perícia de sanidade mental para analisar seu estado psicológico e histórico de saúde. Os advogados pretendem incluir no processo todo o prontuário médico e psiquiátrico, argumentando que os registros de internações e tratamentos possam influenciar na avaliação de sua capacidade de compreensão e responsabilidade penal. A suspeita é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade, e a perícia poderá fundamentar pedidos para atenuar eventual pena ou fornecer medidas de tratamento adequadas.

De acordo com a Polícia Civil, Amanda teria se apresentado como uma menina em situação de vulnerabilidade para conquistar a confiança de uma família em Santa Catarina. Convencidos de que acolhiam uma criança de 12 anos, os familiares ofereceram moradia, alimentação e acompanhamento escolar até que algumas contradições em seus relatos começaram a gerar dúvidas. Apesar de permanecer em convivência por mais de um ano, a farsa foi desvendada e evidenciou que não era a primeira vez que ela adotava identidade de menor, com registros semelhantes em outras regiões do país.

As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram a falsa identidade adotada por Amanda e para identificar eventuais prejuízos causados às pessoas que a receberam. Enquanto a apuração não é concluída, a detida permanece à disposição da Justiça e deverá passar por exames médicos e avaliações psicológicas que podem ser inseridos no processo criminal. Autoridades reforçam que continuam as diligências para mapear possíveis vítimas e reunir provas que possam comprovar a prática criminosa ao longo dos anos.