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Tio contesta pai que alegou matar a filha ao ver mensagens no celular: ‘É analfabeto’


Tio materno é preso por feminicídio após estrangular a sobrinha de 12 anos em Várzea Grande (MT) (Foto: Instagram)

A morte de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, ocorrida em Várzea Grande (MT), ganhou um novo desdobramento com o depoimento do tio materno da adolescente. Claudinei da Silva, de 42 anos, foi preso acusado de feminicídio após admitir que teria agredido a filha ao supostamente encontrar mensagens dela com um rapaz em rede social. Entretanto, o familiar afirma que o suspeito é analfabeto e não teria como ler as conversas que teriam motivado o crime.

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mato Grosso passou a apurar detalhadamente as circunstâncias da morte após Claudinei confessar as agressões em depoimento. Segundo o delegado Nilson Farias, o crime ocorreu na noite de domingo, 7 de junho, depois de uma confraternização em família para comemorar o aniversário do avô de Olga. Ainda de acordo com o depoimento, o homem havia ingerido bebida alcoólica e, ao voltar para casa, acessou o celular da filha e se apegou às supostas mensagens trocadas entre ela e um colega.

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Durante o interrogatório, o pai admitiu ter esganado a filha até que ela perdesse a consciência. A perícia apontou que o estrangulamento provocou o rompimento de vasos sanguíneos no pescoço da menina, além de intenso sangramento nasal. Os laudos registraram sinais de violência física contundente, incompatíveis com qualquer tentativa de disciplina ou correção.

No quarto onde Olga foi encontrada, os peritos identificaram diversas manchas de sangue espalhadas pelo chão e pelas paredes. Também foram coletadas amostras de fluidos em uma bermuda atribuída a Claudinei. O material passou por exame para confirmar a sequência e a natureza da agressão.

A adolescente estava na casa do pai durante o fim de semana, quando a mãe compareceu para buscá-la. Ao entrar, encontrou Olga desacordada, com sinais visíveis de ataque. Auxiliada por uma vizinha, conduziu a filha até uma unidade de saúde, mas a menina já chegou sem vida ao hospital. No momento em que o suspeito foi detido, a mãe rompeu em gritos: “Você matou minha filha”.

Claudinei da Silva foi autuado por feminicídio qualificado, considerando a idade da vítima e o grau de violência empregado. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele segue detido enquanto o inquérito segue em curso. Investigadores ainda buscam comprovar a existência das mensagens mencionadas pelo suspeito, numa tentativa de esclarecer toda a dinâmica do crime.

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