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Tenente-coronel réu pela morte da esposa é transferido para reserva remunerada da PM de São Paulo


Tenente-coronel da PM entra em reserva remunerada enquanto responde por feminicídio (Foto: Instagram)

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que responde como réu pela morte da esposa Gisele Alves Santana, foi oficialmente aposentado pela Polícia Militar de São Paulo e incluído na reserva remunerada. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 9 de junho, por meio de despacho assinado pelo coronel Antonio Thomazelli Junior, diretor da Diretoria de Inatividade e Pensão Militar (DIPM), que formalizou a mudança de status do oficial para o sistema previdenciário estadual.

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Com a transferência, Neto deixa de receber diretamente os vencimentos da corporação e passa a ter seus proventos pagos pela São Paulo Previdência (SPPrev). Desde abril, quando solicitou sua inatividade, ele ainda recebia pela PM; agora, conforme informado pela própria instituição, o oficial auferirá cerca de R$ 22 mil mensais. A corporação esclareceu que os benefícios poderão ser suspensos caso o militar seja condenado à perda de patente em decorrência do processo em curso.

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A SPPrev confirmou que os pagamentos de inatividade serão iniciados em junho de 2026. Embora o calendário regular preveja depósito no quinto dia útil, excepcionalmente os valores serão liberados via folha suplementar até 18 de junho deste ano. A autarquia destacou que essa fórmula se justifica para garantir o início imediato dos proventos sem atrasos.

O órgão enfatizou que a inclusão do tenente-coronel no Sistema de Proteção Social dos Militares obedece às normas constitucionais e à legislação estadual vigente. Como gestora da folha de pagamento de militares inativos e pensionistas, a SPPrev esclareceu atuar estritamente dentro dos atos administrativos legais, estando sujeita a comunicar e adequar-se a qualquer mudança funcional oficialmente comunicada.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde 17 de março, após ser indiciado por feminicídio e fraude processual. De acordo com o inquérito, ele matou a policial Gisele Alves Santana e alterou a cena para simular suicídio. A versão do oficial — que alegou ter encontrado a esposa morta enquanto tomava banho, após terem discutido a separação — não foi corroborada pelos vestígios periciais.

A perícia constatou que o projétil que atingiu Gisele saiu da arma usada pelo próprio tenente-coronel e identificou discrepâncias na posição do corpo, do armamento e no volume de sangue, apontando manipulação da cena do crime. O processo segue em tramitação na Justiça Militar, onde a sentença poderá influenciar diretamente a manutenção ou suspensão dos proventos recebidos pelo oficial.

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