
Ana Castela apresenta contestação em processo sobre maus-tratos a cavalo (Foto: Instagram)
A cantora Ana Castela apresentou à Justiça sua contestação no processo movido por Dalton de Oliveira Rodrigues Vieira, que a responsabiliza por publicações relacionadas a um episódio de maus-tratos a um cavalo durante uma cavalgada em Bananal (SP). Na ação, ajuizada após posts da artista, o autor pede R$ 700 mil por danos morais e materiais, alegando prejuízos à sua imagem e associando seu nome ao incidente.
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Em sua defesa, Ana Castela argumenta que o caso já havia ganhado grande visibilidade antes de suas publicações. Os advogados destacam que as menções feitas pela cantora ocorreram apenas nos stories do Instagram, conteúdo efêmero que permanece disponível por 24 horas, e sustentam que a repercussão além desse período não pode ser atribuída exclusivamente às postagens da artista.
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De acordo com a ação, Dalton de Oliveira Rodrigues Vieira sustenta ter sido exposto publicamente e tido sua reputação abalada após as publicações de Ana Castela. Além dos R$ 700 mil requeridos a título de danos morais, ele solicita aproximadamente R$ 61 mil por perdas financeiras que alega sofrer após demissão, bem como uma retratação pública da cantora para reparar possíveis impactos negativos em sua vida profissional.
Na peça de contestação, a equipe jurídica de Ana Castela reforça que a artista não citou Dalton de forma expressa em nenhuma publicação e que todos os posicionamentos foram baseados em informações já disponíveis ao público no momento dos fatos. Os advogados também destacam que as manifestações da cantora estão amparadas pela liberdade de expressão prevista na Constituição, não havendo comprovação de nexo de causalidade exclusivo entre suas postagens e os eventuais danos alegados.
Os defensores de Ana Castela ainda argumentam que parte da exposição do autor se deve a sua própria participação na cavalgada e ao registro em vídeo do suposto episódio de maus-tratos, situações que teriam contribuído para ampliar sua visibilidade pública. Segundo a defesa, esses elementos – e não apenas as publicações da cantora – foram determinantes para a repercussão do caso.
Por fim, a cantora rejeita a obrigação de pagar qualquer valor a título de reparação por danos materiais, alegando inexistência de provas robustas que demonstrem sua responsabilidade pelos supostos prejuízos financeiros apontados. A defesa também contesta o montante pleiteado, requerendo a improcedência dos pedidos e a manutenção da livre manifestação de pensamento de Ana Castela.








