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Polícia atribui disputa por prêmio à morte de vaqueiro Dadá Guedes


Vaqueiro em competição de vaquejada em Quixeramobim (CE) – cenário do crime que vitimou Dadá Guedes. (Foto: Instagram)

A Polícia Civil divulgou detalhes da investigação sobre o homicídio do vaqueiro Francisco Eudazia Lira Soares, conhecido como Dadá Guedes, assassinado a facadas no último domingo (07). O crime ocorreu poucas horas depois de o competidor conquistar o título em uma vaquejada realizada em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará. Segundo as apurações iniciais, uma possível disputa relacionada ao prêmio da competição teria motivado o assassinato, que segue sob análise detalhada das autoridades.

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Conforme o inquérito, o principal suspeito foi identificado como Darlei Teixeira Vitor, de 55 anos, apelidado de “Sasom Boiadeiro” na região. Além de participar de competições de vaquejada, Darlei atuava no transporte de bois em propriedades rurais. Testemunhas confirmaram que ele competiu no sábado (06), mas não se classificou para a etapa final disputada no dia seguinte, fato que pode ter inflamado um desentendimento em torno do montante distribuído como prêmio.

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Conforme levantamentos policiais, Dadá Guedes garantiu o primeiro lugar na competição e recebeu R$ 2 mil, valor que foi dividido igualmente com outro competidor – R$ 1 mil para cada vencedor. A linha de investigação aponta que o autor do crime teria demonstrado interesse em parte da quantia recebida pela vítima. No entanto, a motivação ainda não foi confirmada de forma definitiva. Em entrevista ao g1, um amigo de Dadá afirmou que não havia conflito financeiro anterior e ressaltou que o suspeito não teria direito ao prêmio, já que não participou da fase final.

O evento seguiu o protocolo usual de premiação: após o anúncio dos vencedores, Dadá Guedes entrou na arena juntamente com os demais classificados para receber o troféu. Por razões ainda desconhecidas, ele deixou o local antes da distribuição do valor em dinheiro. Segundo a organização da vaquejada, a quantia de R$ 2 mil foi entregue ao patrão do competidor, que ficaria responsável por repassar a parte de Dadá posteriormente. Essa informação compõe um dos focos das diligências em curso.

O velório do vaqueiro ocorreu na zona rural de Quixeramobim e o sepultamento foi realizado na segunda-feira (09), em clima de grande comoção. Familiares, amigos e colegas vaqueiros acompanharam o cortejo pelas ruas da cidade em homenagem a Dadá Guedes. A repercussão do crime mobilizou a comunidade local, que lamentou a perda prematura do competidor tão querido.

A Polícia Civil mantém em andamento todas as fases da apuração, incluindo depoimentos de testemunhas, análise de perícias e coleta de provas técnicas, a fim de reconstruir a dinâmica do homicídio e confirmar se o desentendimento em torno do prêmio foi a real motivação do assassinato. As autoridades informaram que novos detalhes poderão surgir à medida que as investigações avançam.

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